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Ataque russo deixa 15 mortos e mais de 30 feridos na Ucrânia

Bombardeios atingiram sobretudo a capital, Kiev; presidente cobrou resposta de aliados e pediu novas sanções contra Moscou

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Camila Stucaluc

A Rússia lançou um novo ataque massivo contra a Ucrânia na noite de quarta-feira (27). Pelas redes sociais, o presidente Volodymyr Zelensky informou que os bombardeios atingiram sobretudo a capital, Kiev. Até o momento, 15 mortes foram confirmadas, incluindo a de uma criança, e 38 pessoas ficaram feridas.

O ataque em massa aconteceu menos de 24 horas após a Rússia bombardear instalações de energia em seis regiões ucranianas, deixando mais de 100 mil pessoas sem luz. Desta vez, os ataques, a maioria feita com drones, atingiram prédios residenciais e um jardim de infância. Equipes de resgate seguem buscando vítimas sob os escombros.

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“Neste momento, em Kiev, os socorristas estão limpando os escombros de um prédio residencial comum. Outro ataque massivo contra nossas cidades e comunidades. As pessoas ainda podem estar presas sob os escombros. Meus pêsames a todas as suas famílias e entes queridos”, disse Zelensky.

A Rússia vem aumentando a ofensiva na Ucrânia desde a última semana. Os ataques ocorrem em meio às negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos. Neste mês, o presidente Donald Trump se encontrou, separadamente, com o líder russo, Vladimir Putin, e com Zelensky, em Washington.

Ao fim das reuniões, Putin e Zelensky concordaram em se reunir para debater um acordo de paz. Inicialmente, esperava-se que a cúpula entre os líderes fosse realizada em até duas semanas. Dias atrás, contudo, o Kremlin afirmou que a reunião não deve acontecer por enquanto, uma vez que não há uma “agenda clara” por parte dos ucranianos. O local do encontro também não chegou a ser definido.

Após os ataques das últimas 24 horas, Zelensky voltou a criticar a Rússia, dizendo que os bombardeios são uma resposta clara a todos que pediram um cessar-fogo. “A Rússia escolhe a balística em vez da mesa de negociações. Ele escolhe continuar matando em vez de acabar com a guerra. E isso significa que a Rússia ainda não teme as consequências”, disse.

O presidente ucraniano exigiu “novas e duras” sanções contra Moscou, sustentando que a diplomacia foi arruinada. Cobrou, ainda, posicionamentos de países neutros em relação à guerra, como a China e a Hungria. “Esperamos uma resposta de todos no mundo que pediram paz, mas agora mais frequentemente permanecem em silêncio em vez de assumir posições de princípio”, frisou.

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