Príncipe William e Kate dizem estar “profundamente preocupados” com novas revelações do caso Epstein
Declaração é a mais direta da família real até agora e ocorre após novos documentos citarem o príncipe Andrew


SBT News
com informações da Reuters
O príncipe britânico William e sua esposa, Kate, afirmaram nesta segunda-feira (9) que estão profundamente preocupados com as revelações contidas nos arquivos de Jeffrey Epstein, em meio às novas divulgações que voltaram a colocar sob escrutínio o príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, tio dos herdeiros do trono britânico.
Andrew, irmão mais novo do rei Charles III, já havia sido afastado do círculo íntimo da realeza devido à sua relação próxima com Epstein. Desde a recente publicação de milhões de documentos nos Estados Unidos relacionados a vítimas de crimes sexuais cometidos pelo financista, o príncipe passou a enfrentar um novo nível de questionamentos públicos.
Embora o rei Charles e a rainha Camilla tenham declarado em outubro que seus pensamentos e solidariedade estavam com as vítimas e sobreviventes de abuso, a manifestação desta segunda-feira é considerada a mais direta até agora feita por membros centrais da família real sobre o escândalo Epstein.
“Posso confirmar que o príncipe e a princesa estão profundamente preocupados com as revelações contínuas”, afirmou uma porta-voz de William e Kate a repórteres, pouco antes da chegada do príncipe a Riad para uma viagem oficial. “Seus pensamentos continuam focados nas vítimas”, acrescentou.
Andrew, de 65 anos, segundo filho da falecida rainha Elizabeth II, enfrenta há anos intenso escrutínio por sua amizade com Epstein. Em 2022, ele firmou um acordo judicial com Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando era adolescente. Giuffre morreu por suicídio em abril deste ano.
O príncipe sempre negou qualquer irregularidade e não respondeu aos pedidos de comentário desde a divulgação mais recente dos arquivos. Ainda assim, o relacionamento com Epstein lhe custou seu papel na família real, além de títulos e benefícios associados.
Andrew foi pressionado a renunciar às funções reais oficiais em 2019. Em outubro, o rei Charles retirou oficialmente seu título de príncipe e, na semana passada, ele foi solicitado a deixar sua residência em uma propriedade real.
No mais recente lote de documentos divulgados nos Estados Unidos, e-mails sugerem que Andrew discutiu documentos comerciais oficiais do Reino Unido com Epstein em 2010, mesmo após o financista já ter sido denunciado por crimes sexuais contra crianças. Os registros indicam que informações teriam sido compartilhadas durante o período em que Andrew atuava como enviado comercial do governo britânico.
Os documentos apontam ainda que Andrew teria encaminhado a Epstein relatórios relacionados ao Vietnã, Cingapura e outros destinos ligados a missões oficiais. Pelas regras de confidencialidade, enviados comerciais são proibidos de compartilhar esse tipo de informação.
A Polícia Metropolitana de Londres não respondeu, até o momento, a questionamentos sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo o compartilhamento de informações por Andrew









