Após mortes em Minneapolis, Trump diz que poderia adotar abordagem anti-imigração 'mais branda'
Presidente vem enfrentando críticas da população por ações violentas de fiscalização no país


Camila Stucaluc
“Aprendi que talvez possamos usar um pouco mais de brandura, mas ainda precisamos ser firmes”, disse Trump, em entrevista à NBC News. "Estamos lidando com criminosos realmente difíceis. Mas olha, eu liguei para o povo. Liguei para o governador. Liguei para o prefeito. Falei com eles”, acrescentou o presidente.
Trump vem recebendo diversas críticas devido às operações de fiscalização promovidas por agentes de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), sobretudo na cidade de Minneapolis, em Minnesota. Os protestos começaram após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente federal.
Ela estava em seu veículo quando agentes do ICE realizavam operações de imigração. Autoridades afirmaram que o disparo ocorreu em legítima defesa, uma vez que a mulher teria tentado atropelar um dos agentes com o próprio veículo. A versão foi contestada pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que publicou um vídeo do momento da operação, gerando um atrito com o governo Trump.
Pouco tempo depois, mais dois casos inflamaram as manifestações: um imigrante venezuelano foi baleado na perna após ser abordado por agentes do ICE e uma criança de cinco anos foi detida. Posteriormente, um enfermeiro norte-americano, identificado como Alex Pretti, foi morto a tiros após atingir com um chute a lanterna traseira de uma viatura policial.
Em meio à revolta popular, o governo federal anunciou a retirada de 700 agentes federais do ICE de Minnesota. Trump afirmou, contudo, que a decisão não partiu dele. “Não veio de mim porque eu só queria fazer isso. Estamos esperando que eles [agentes federais] nos entreguem os assassinos que estão detidos e todas as pessoas más, traficantes, todas as pessoas más que permitimos entrar em nosso país.”









