Roma passa a cobrar taxa de turistas para visitar Fontana di Trevi
Ingresso de 2 euros busca conter superlotação na fonte, um dos cartões-postais da cidade italiana


Camila Stucaluc
Os turistas que quiserem visitar a Fontana di Trevi, um dos cartões-postais mais famosos de Roma, terão de pagar uma taxa de 2 euros (cerca de R$ 12,36, na cotação atual) a partir de agora. A medida, anunciada pela prefeitura no fim de 2025, tem como objetivo conter a superlotação no local.
O pagamento será exigido apenas para quem quiser acessar a área mais próxima da fonte, de onde é possível jogar uma moeda — uma das tradições locais. O acesso à grande praça em frente à fonte permanece livre. Moradores estão isentos da cobrança, assim como pessoas com deficiência e seus acompanhantes e menores de seis anos.
Construída no século XVIII, a Fontana di Trevi é um dos maiores exemplos do barroco italiano. A fonte, de águas cristalinas, tem no centro a figura de Netuno, o deus dos mares. O monumento tornou-se mundialmente famoso ao servir de cenário para clássicos do cinema, como La Dolce Vita, de Federico Fellini.
Segundo a prefeitura, a Fontana di Trevi vem recebendo um número cada vez maior de turistas a cada ano. Apenas em 2025, foram registrados mais de 10 milhões de visitantes, com picos de até 70 mil pessoas por dia.
Com a implementação da taxa, a gestão espera combater a superlotação no local e melhorar a experiência dos visitantes, bem como proteger o monumento. Ao todo, espera-se faturar pelo menos seis milhões de euros por ano com a cobrança (cerca de R$ 37 milhões), verba que auxiliará no pagamento dos atendentes contratados na bilheteria e na entrada gratuita de moradores em museus da capital.









