Justiça

STJ abre sindicância contra ministro investigado por assédio sexual

Decisão foi tomada em sessão secreta do tribunal; Buzzi nega acusação e entra com licença médica

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Cézar Feitoza
05/02/2026, 00:20 • Atualizado em 06/02/2026, 20:11
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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira (4) abrir uma sindicância contra o ministro Marco Aurélio Buzzi.

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O ministro é investigado por suposto assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, em Balneário Camboriú (SC).

A decisão foi tomada durante uma sessão secreta do plenário do STJ, convocada pelo presidente Herman Benjamin. Mais cedo, Buzzi anunciou aos colegas que entraria com uma licença médica para se afastar temporariamente do cargo.

Buzzi passou a ser pressionado durante o dia para pedir aposentadoria e deixar o STJ diante da situação considerada terrível e inédita, segundo um ministro ouvido pelo SBT News.

Uma investigação sobre o caso foi aberta no STF. O inquérito foi formalizado nesta quarta e é relatado pelo ministro Nunes Marques.

Em nota divulgada pelo STJ mais cedo, Buzzi disse ter se surpreendido "com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos". A denúncia foi revelada pela revista Veja e confirmada pelo SBT News. O magistrado afirma ainda que "repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".

O advogado Daniel Bialski, que faz a defesa da vítima e de familiares, relatou em nota que aguarda rigor nas apurações. Segundo o jurista, neste momento a prioridade é a preservação da família afetada. Um boletim de ocorrência do caso também foi registrado em São Paulo.

O ministro Marco Buzzi tomou posse no STJ em 2011 após ser indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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