PM's acusados de matar estudante de medicina em hotel de SP vão a júri popular
Justiça de São Paulo decidiu que acusados pela morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta poderão aguardar julgamento em liberdade

Antonio Souza
Agência SBT
A Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu, nesta segunda-feira (23), que os dois policiais militares acusados de matar o estudante de Medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, com um tiro à queima-roupa, serão levados a júri popular. O crime ocorreu em novembro de 2024, no saguão de um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.
Os soldados Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado respondem pelo crime de homicídio. Segundo as investigações, Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura policial em que os agentes estavam. Após o ato, o jovem foi perseguido pelos PMs até o interior do hotel.
Durante a abordagem, ele se desequilibrou e quase derrubou um dos policiais. Em seguida, o outro agente disparou à queima-roupa. Marco Aurélio foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a justiça, ainda não há data definida para o julgamento. Os réus poderão aguardar o julgamento em liberdade.
Relembre o caso
Um estudante de medicina morreu com um tiro à queima-roupa durante uma abordagem da Polícia Militar (PM), na madrugada do dia 20 de novembro de 2024, em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, estaria alterado, agressivo e teria resistido à ação dos policiais Bruno Carvalho do Prado e Guilherme Augusto Macedo, segundo o boletim de ocorrência.
Um dos policiais puxou o estudante pelo braço e com a outra mão apontou a arma para o jovem. O segundo militar tentou chutar Marco, que se defendeu e o derrubou. Neste momento, ele sofreu o disparo de arma de fogo pelo outro PM, de acordo com as imagens.
A perícia compareceu ao local do crime e o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, que deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que os policiais foram indiciados em inquérito e permanecerão afastados das atividades até a conclusão do caso.








