Irã pode interromper jogos da Copa por atos políticos
Ministro dos Esportes afirma que seleção poderá deixar o campo se houver manifestações contra o país durante a competição

O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção pode interromper os jogos e deixar o campo caso haja protestos políticos contra o país durante a Copa do Mundo.
O aviso foi feito nesta terça-feira (10), quando o ministro alertou diretamente a FIFA sobre bandeiras não autorizadas e slogans contra a seleção iraniana.
"Informamos à FIFA que, se bandeiras não oficiais forem exibidas ou slogans contra a seleção nacional forem entoados nos estádios onde o Irã jogar na Copa do Mundo, o técnico da equipe será certamente responsável por interromper a partida. Fomos assegurados de que nenhum incidente perturbador ocorrerá no estádio durante a partida contra o Egito", afirmou Donyamali, referindo-se ao jogo da equipe iraniana, no dia 27 de junho, durante a Semana do Orgulho LGBT de Seattle.
A seleção do Irã tem enfrentado dificuldades durante a preparação para a Copa do Mundo por causa do conflito político com os Estados Unidos, um dos anfitriões da competição.
Entre os problemas enfrentados estão a mudança da base de treinamentos para o México, o atraso na aprovação de vistos devido à burocracia nos Estados Unidos e o cancelamento de três amistosos.
O Irã estreia no Grupo G contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho. Depois, enfrenta a Bélgica no mesmo local, em 21 de junho, e encerra a fase de grupos contra o Egito, em Seattle, no dia 27.
O presidente Donald Trump chegou a dizer, em março, que a participação da seleção seria "inapropriada, para a própria vida e segurança deles", referindo-se aos iranianos.
A presença da seleção foi confirmada há apenas um mês, sob exigências relacionadas a vistos, segurança reforçada e respeito aos símbolos iranianos.















