Irã denuncia bloqueio de ingressos para a Copa
Federação iraniana afirma que cota destinada aos torcedores foi retirada pelos EUA e pede que a FIFA impeça interferências políticas no torneio


Seleção do Irã chega ao México | Foto: Reuters
A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) afirmou nesta terça-feira (9) que a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a Copa do Mundo de 2026 foi retirada poucos dias antes do início da competição. Segundo a entidade, a decisão inviabilizou a presença de muitos fãs que já haviam organizado viagens para acompanhar a seleção.
Em comunicado, a FFIRI não especificou quem determinou a medida, mas pediu que a FIFA atue para preservar a neutralidade e a imparcialidade na organização do torneio.
A federação iraniana afirmou ainda que a situação levanta "sérias questões sobre a interferência de considerações não desportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo". No texto, destacou que muitos torcedores confiaram no processo oficial de venda de ingressos e já haviam feito os preparativos necessários para assistir às partidas.
Até a última atualização desta reportagem, nem o governo dos Estados Unidos nem a FIFA haviam se manifestado sobre as alegações da entidade iraniana.
Conflito no Oriente Médio
A participação do Irã na Copa do Mundo já vinha sendo cercada de incertezas desde que Estados Unidos e Israel realizaram ataques aéreos contra o país, desencadeando um conflito regional e ampliando as tensões diplomáticas entre os países.
Em razão desse cenário, os jogadores iranianos receberam autorização para entrar em território norte-americano apenas para disputar as partidas da competição, sem a possibilidade de permanecer no país entre os compromissos. Pelo acordo estabelecido, a seleção deverá deixar os Estados Unidos após cada jogo.
O time iraniano chegou no último domingo (7) a Tijuana, no México, onde ficará concentrado durante a primeira fase da Copa. Inicialmente, a equipe planejava se hospedar em Tucson, no estado do Arizona, mas a escalada do conflito no Oriente Médio alterou a logística prevista para a participação do país no Mundial.















