Copa: Trump diz que “pessoas certas" devem entrar nos EUA
Presidente ignora casos extremos e diz que atual edição é a mais “bem-sucedida de todos os tempos”


Juiz federal derruba processo de Donald Trump contra o The New York Times | Foto: Reprodução
O presidente Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira (10), que seu governo está trabalhando para garantir que "as pessoas certas" entrem nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.
"Esta foi a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos. Nunca venderam tantos ingressos tão rápido. É incrível, porque a gente não pensa em futebol, a gente usa a palavra futebol, futebol americano, certo? Mas você não pensa em futebol neste país. É o maior sucesso... Conversei com o Johnny (Infantino) hoje de manhã, ele é fantástico. E ele é o chefe. Ele disse que nunca houve nada parecido com o que aconteceu."
Às vésperas do evento, os Estados Unidos reforçaram o controle migratório e barraram a entrada de pessoas ligadas ao torneio. A medida segue a política migratória adotada pelo governo Donald Trump e tem gerado críticas de torcedores.
O caso de maior repercussão envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Ele foi impedido de entrar nos Estados Unidos sem uma justificativa considerada consistente. O episódio ganhou destaque internacional e passou a simbolizar o momento vivido pela competição.
Outros casos envolvem integrantes das seleções do Irã, Iraque, Senegal e Uzbequistão. Parte desses países está entre os alvos das restrições migratórias impostas por Trump. A situação mais delicada envolve o Irã, que está em guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio.
Diante desse cenário, a Fifa (Federação Internacional de Futebol), responsável pela competição, evita comentar o assunto e afirma que não participa das decisões migratórias dos países-sede.
Já o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) e o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirmam que cada caso é analisado individualmente.














