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Árbitro somali diz que exclusão da Copa foi "destino"

Omar Artan, da Somália, ficou fora da Copa do Mundo após ter a entrada negada pelos EUA e faz apelo aos jovens para não perderem a esperança

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
Árbitro somali foi barrado de entrar nos EUA para a Copa do Mundo | Reprodução Reuters

Árbitro somali foi barrado de entrar nos EUA para a Copa do Mundo | Reprodução Reuters

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan afirmou nesta quarta-feira (10) que aceita como "destino" a decisão que o impediu de entrar nos Estados Unidos para participar da Copa do Mundo de 2026. Ao retornar a Mogadíscio, capital da Somália, ele agradeceu o apoio recebido da FIFA e pediu que seus compatriotas não percam a esperança após o ocorrido.

"O que aconteceu, aconteceu, e foi o destino. Sou grato pelo apoio que a FIFA me deu", disse Omar Artan a jornalistas. Além de agradecer o apoio recebido, Artan deixou uma mensagem aos jovens somalis e afirmou que eles devem continuar acreditando no país. "A Somália é nossa, quer as coisas estejam bem ou mal. Quero dizer aos nossos jovens que não percam a esperança no nosso país", afirmou.

Reconhecido pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como o melhor árbitro africano de 2025, Artan havia sido selecionado para integrar o quadro de arbitragem da Copa do Mundo. Ele estava prestes a se tornar o primeiro somali a apitar uma partida do torneio.

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Entenda o caso

Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos no último fim de semana, poucos dias antes do início da Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11). Na terça (9), o governo americano informou que a entrada foi negada devido a “supostos vínculos do árbitro com pessoas suspeitas de integrar organizações terroristas".

Segundo a FIFA, Artan não poderá participar dos treinamentos de arbitragem nem atuar nos jogos da Copa do Mundo 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Em nota divulgada na terça-feira, a Federação Somali de Futebol (SFF) afirmou ter recebido a notícia com "profunda decepção". A entidade classificou a convocação de Artan para a Copa como um marco para o país e destacou que sua seleção foi resultado de anos de dedicação e de atuações em competições internacionais.

Em um segundo comunicado, a federação agradeceu à FIFA pelos esforços para tentar viabilizar a entrada de Artan nos EUA, com a tentativa de facilitar a viagem e garantir que ele tivesse todas as oportunidades possíveis de cumprir seus compromissos no torneio.

O governo da Somália informou que tentou negociar uma solução com autoridades americanas e com a FIFA, mas não conseguiu reverter a decisão.

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