PGR manifesta parecer favorável a reestabelecer pena de réus da tragédia da Boate Kiss
Júri do caso havia sido anulado pela Justiça do Rio Grande do Sul; Argumento é que nulidades não trouxeram prejuízo ao decidido
S
SBT News
Placas com nome das vítimas do incêndio na Kiss foram espalhadas por toda Santa Maria | Instagram/@kissquenaoserepita
A Procuradoria-geral da República (PGR) manifestou-se, nesta quinta-feira (2), pela reestabilização da condenação dos réus pela tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS). O argumento defendido ao Supremo Tribunal Federal (STF) é que as nulidades apontadas pela Justiça gaúcha não trouxeram prejuízo ao decidido pelo júri do caso.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Trata-se de um recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a anulação do julgamento pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Para a PGR, a decisão deve ser revertida.
Entenda o caso na justiça
O incêndio na casa de shows, em janeiro de 2013, causou a morte de 242 pessoas e deixou feridas outras 636. Em dezembro de 2021, após 10 dias de trabalhos, o Tribunal do Júri do Foro Central de Porto Alegre apontou quatro pessoas como responsáveis pelo incêndio.
Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios-donos da casa de show, além de Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, músicos da banda Gurizada Fandangueira, receberam, respectivamente: 22, 19 e 18 anos de reclusão.
Os quatro deveriam cumprir as penas em regime fechado. Entretanto, a 1ª Câmara Criminal do TJ-RS concedeu liminar que os manteve fora da prisão. O STF à época interveio
Em 2022, o júri foi anulado pelo TJ-RS alegando que haveriam algumas irregularidades. Questionaram a escolha dos jurados no que diz respeito ao sorteio fora do prazo e reunião entre o juiz presidente do júri e os jurados.
Na contramão, recursos para reverter a decisão foram interpostos pelo Ministério Público do RS (MPRS) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo em 2023. Na Corte Cidadã, por quatro votos a um, a Sexta Turma manteve a anulação. Assim, Spohr, Mauro Hoffmann, Luciano Leão e Marcelo dos Santos, deveriam aguardar novos julgamentos.
Em março, o vice-presidente do STJ, ministro Og Fernandes, admitiu recurso extraordinário do MPF contra acórdão da Sexta Turma e a análise do caso passou à Suprema Corte.
Na instância maior do judiciário no país, Toffoli havia sustado a análise de prosseguimento das penas para vista (mais tempo para análise) da PGR.
PGR manifesta parecer favorável a reestabelecer pena de réus da tragédia da Boate KissJúri do caso havia sido anulado pela Justiça do Rio Grande do Sul; Argumento é que nulidades não trouxeram prejuízo ao decididoJustiça2024-05-02T16:51:02.619ZA Procuradoria-geral da República (PGR) manifestou-se, nesta quinta-feira (2), pela reestabilização da condenação dos réus pela tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS). O argumento defendido ao Supremo Tribunal Federal (STF) é que as nulidades apontadas pela Justiça gaúcha não trouxeram prejuízo ao decidido pelo júri do caso. Trata-se de um recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a anulação do julgamento pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Para a PGR, a decisão deve ser revertida. Entenda o caso na justiça O incêndio na casa de shows, em janeiro de 2013, causou a morte de 242 pessoas e deixou feridas outras 636. Em dezembro de 2021, após 10 dias de trabalhos, o Tribunal do Júri do Foro Central de Porto Alegre apontou quatro pessoas como responsáveis pelo incêndio. Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios-donos da casa de show, além de Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, músicos da banda Gurizada Fandangueira, receberam, respectivamente: 22, 19 e 18 anos de reclusão. Os quatro deveriam cumprir as penas em regime fechado. Entretanto, a 1ª Câmara Criminal do TJ-RS concedeu liminar que os manteve fora da prisão. O STF à época interveio Em 2022, o júri foi anulado pelo TJ-RS alegando que haveriam algumas irregularidades. Questionaram a escolha dos jurados no que diz respeito ao sorteio fora do prazo e reunião entre o juiz presidente do júri e os jurados. Na contramão, recursos para reverter a decisão foram interpostos pelo Ministério Público do RS (MPRS) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo em 2023. Na Corte Cidadã, por quatro votos a um, a Sexta Turma manteve a anulação. Assim, Spohr, Mauro Hoffmann, Luciano Leão e Marcelo dos Santos, deveriam aguardar novos julgamentos. Já em fevereiro de 2024, o ministro Dias Toffoli atendeu petição do MPRS e . Entendeu que um resultado diferente do primeiro poderia resultar em decisões anuladas por instâncias superiores Em março, o vice-presidente do STJ, ministro Og Fernandes, admitiu recurso extraordinário do MPF contra acórdão da Sexta Turma e a análise do caso passou à Suprema Corte. Na instância maior do judiciário no país, Toffoli havia sustado a análise de prosseguimento das penas para vista (mais tempo para análise) da PGR. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/pgr-manifesta-parecer-favoravel-a-reestabelecer-pena-de-reus-da-tragedia-da-boate-kiss
Zelensky diz que EUA alertaram Kiev sobre reuniões na Rússia
Líder ucraniano afirmou que recebeu informações sobre encontros entre autoridades americanas e russas e anunciou aumento dos ataques de drones contra a Rússia
Mais de 80% do Brasil enfrenta risco de desastre climático
Maioria dos municípios brasileiros apresentam vulnerabilidade média, alta ou muito alta a eventos climáticos extremos como inundações e deslizamentos de terra