Justiça

Anielle diz que nunca vai entender razão do assassinato de Marielle: "Culpados vão pagar"

Ao Perspectivas, ministra enfatizou que ainda há muitas perguntas não respondidas sobre a morte da irmã vereadora

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Paola Cuenca, Lara Curcino
06/08/2024, 14:58 • Atualizado em 06/08/2024, 14:58
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Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, dá entrevista ao Perspectivas | SBT News

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, dá entrevista ao Perspectivas | SBT News

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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou, em entrevista nesta terça-feira (6) ao Perspectivas, que sua família segue acreditando "que a justiça será feita" em relação ao assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes. Assista ao programa no site e canal do SBT News no YouTube.

Apesar disso, Anielle enfatizou que muitos questionamentos sobre a morte seguem sem resposta, mesmo seis anos após o crime de repercussão internacional.

"Esperamos muito tempo, enquanto família, para ter um passo dado concretamente sobre o caso de Marielle. Acho que esse ano, enfim [algumas respostas foram dadas]. Algumas prisões a gente esperava, outras não, mas a gente segue acreditando que a justiça vai ser feita e que os culpados vão pagar por esse crime", disse.

"Mas é difícil, porque tem muitos pontos do crime que a gente lida com suposição. Tem várias especulações, ações de vingança, pessoas com quem ela lidava, assuntos que ela tocava, mas na minha cabeça nunca vou conseguir entender", declarou Anielle.

Relembre crime e investigação

Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos a tiros em março de 2018, dentro de um carro, no Rio de Janeiro (RJ). Em 2019, os dois executores foram presos: o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz. Eles aguardam júri popular.

O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e o irmão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, estão presos desde março, após delação premiada de Lessa, que apontou a dupla como mandante da execução.

O delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, também foi preso, suspeito de participar do planejamento do crime e de atrapalhar as investigações.

Além deles, o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa foi detido acusado de monitorar Marielle para o planejamento do crime.

Assista à entrevista completa de Anielle Franco ao Perspectivas:

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