Caso Marielle: Moraes vota para tornar réus ex-chefe da polícia do RJ e agentes por obstrução
Ministro do STF acolheu denúncia da PGR contra policiais por suposta tentativa de atrapalhar investigações
SBT News
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (15) para tornar réus três policiais acusados de atrapalhar as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes no ano de 2018.
A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta crimes de associação criminosa armada e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.
Entre os denunciados está o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, apontado pela PGR como líder do grupo investigado.
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Além de Rivaldo, a denúncia envolve o delegado Newton Lages e o policial civil Marco Antônio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho.
Segundo a PGR, os três teriam atuado para dificultar o avanço das investigações e beneficiar os irmãos Domingos e João Francisco Brazão, apontados como mandantes do assassinato. Os irmãos foram condenados no início do ano a mais de 76 anos de prisão.
Os investigados teriam aderido ao plano dos mandantes antes mesmo do crime e, ao longo dos anos, ajudado a proteger os envolvidos. Ainda segundo a acusação, o grupo teria utilizado a estrutura da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio para desviar o foco das investigações.
Criação de hipóteses falsas, como a tese de crime de ódio isolado;
Desconsideração de imagens de câmeras de segurança;
Uso de depoimentos falsos;
Tentativa de direcionar suspeitas contra pessoas inocentes.
O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e ficará aberto até o dia 22 de maio. Os ministros ainda decidirão se acompanham o voto de Alexandre de Moraes.
Caso a maioria aceite a denúncia, os três passarão à condição de réus e responderão formalmente ao processo criminal.
Qual é a situação de Rivaldo Barbosa?
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia do Rio no ano do assassinato de Marielle | Fernando Frazão / Agência Br
Rivaldo foi considerado uma das principais surpresas das investigações. Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, ele chegou a ser apontado como possível peça central no esquema investigado.
No entanto, segundo análises do próprio STF durante julgamentos anteriores, não foram apresentadas provas consideradas suficientes para apontá-lo como mandante do assassinato de Marielle Franco.
Agora, o foco das acusações recai sobre a suposta atuação para dificultar as investigações do caso.
A expectativa entre integrantes da investigação é que, caso condenado, Rivaldo receba uma pena menor do que a aplicada aos mandantes e executores do crime.
Caso Marielle: Moraes vota para tornar réus ex-chefe da polícia do RJ e agentes por obstruçãoMinistro do STF acolheu denúncia da PGR contra policiais por suposta tentativa de atrapalhar investigaçõesJustiça2026-05-16T00:16:25.824ZO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (15) para tornar réus três policiais acusados de atrapalhar as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes no ano de 2018. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta crimes de associação criminosa armada e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Entre os denunciados está o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, apontado pela PGR como líder do grupo investigado. + Além de Rivaldo, a denúncia envolve o delegado Newton Lages e o policial civil Marco Antônio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho. Segundo a PGR, os três teriam atuado para dificultar o avanço das investigações e beneficiar os irmãos Domingos e João Francisco Brazão, apontados como mandantes do assassinato. Os irmãos foram Os investigados teriam aderido ao plano dos mandantes antes mesmo do crime e, ao longo dos anos, ajudado a proteger os envolvidos. Ainda segundo a acusação, o grupo teria utilizado a estrutura da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio para desviar o foco das investigações. + Entre as práticas apontadas estão: O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e ficará aberto até o dia 22 de maio. Os ministros ainda decidirão se acompanham o voto de Alexandre de Moraes. Caso a maioria aceite a denúncia, os três passarão à condição de réus e responderão formalmente ao processo criminal. Qual é a situação de Rivaldo Barbosa? Rivaldo foi considerado uma das principais surpresas das investigações. Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, ele chegou a ser apontado como possível peça central no esquema investigado. No entanto, segundo análises do próprio STF durante julgamentos anteriores, não foram apresentadas provas consideradas suficientes para apontá-lo como mandante do assassinato de Marielle Franco. Agora, o foco das acusações recai sobre a suposta atuação para dificultar as investigações do caso. A expectativa entre integrantes da investigação é que, caso condenado, Rivaldo receba uma pena menor do que a aplicada aos mandantes e executores do crime. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/caso-marielle-moraes-vota-para-tornar-reus-ex-chefe-da-policia-do-rj-e-agentes-por-obstrucao
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