Economia

Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 1 mil na bolsa no começo do ano?

Acompanhe a simulação usando como base os Exchange Traded Fund (EFT), um tipo de fundo de investimento que replica um índice de mercado, como o Ibovespa

Imagem da noticia Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 1 mil na bolsa no começo do ano?
Ibovespa | Divulgação/B3

Após fechar o ano de 2025 com alta de 34%, o Ibovespa, principal índice de referência da B3, já sobe 9% em 2026. O benchmark, inclusive, bateu seu recorde intradiário subindo mais de 177 mil pontos nesta quinta-feira (22), e fechando acima dos 175 mil pontos pela primeira vez na história.

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Neste momento, dá vontade de surfar a onda e lucrar com o avanço do índice. Mas, será que vale a pena? Cíntia Senna, Mestre em Educação Financeira, a pedido da EXAME Invest, tomou como base um investimento de aproximadamente R$ 1.000 em um Exchange Traded Fund (EFT), os fundos de investimento que replicam um índice de mercado. Esses ETFs têm diferentes valores de cotas, motivo pelo qual o aporte inicial varia caso a caso.

Foram utilizados cinco índices que acompanham a performance do Ibovespa. A composição da carteira de cada ETF é praticamente a mesma, mas com pequenas diferenças operacionais que podem causar variações no retorno.

O resultado foi que, se uma pessoa tivesse investido R$ 952,38 na abertura do dia 2 de janeiro no BOVA11, índice mais conhecido de referência para o Ibovespa, resgataria no final do dia 22 de janeiro R$ 1.023,92, considerando o Imposto de Renda (IR) de 15% pago sobre o rendimento.

Mas o BOVA11 não é o ETF que teve maior retorno em meio à euforia na bolsa neste início de ano, como mostra a tabela a seguir.

Vale a pena investir no Ibov?

Avaliar se vale a pena investir passa, sobretudo, por alinhar expectativa e horizonte de tempo — especialmente quando se fala de renda variável.

Ações, ETFs e fundos imobiliários podem até viver momentos de forte valorização, como os vistos neste começo de 2026, mas esse tipo de movimento não é garantia de continuidade.

Segundo Senna, fatores externos, muitas vezes imprevisíveis, podem mudar o humor do mercado rapidamente e provocar quedas relevantes.

"Quando eu vou entrar num produto relacionado à renda variável, como ETF, ações ou FIIs, eu tenho que entender que eu não estou entrando para surfar o curto prazo — porque o risco é muito alto — e, sim, o longo prazo", afirma.

A volatilidade, de acordo com ela, faz parte do caminho, e oscilações no curto prazo são não apenas possíveis, como inevitáveis. O investidor precisa estar preparado para períodos de baixa sem tomar decisões precipitadas.

Com uma visão de longo prazo, porém, a lógica muda. O tempo tende a diluir parte dos ruídos momentâneos e permite que o potencial de crescimento das empresas e dos ativos apareça com mais clareza.

Por que o Ibovespa sobe tanto?

Os ativos brasileiros ganharam a atenção do investidor neste início de ano graças a uma combinação de fatores internos e externos. No Brasil, 2026 deve ser o ano de queda de juros, o que torna a renda variável mais atraente, ainda mais levando em conta que as ações brasileiras estão descontadas. Como reflexo dessa entrada de capital estrangeiro, o dólar está caindo mais de 3% desde o começo do ano.

Analistas do mercado dizem que cerca de 0,5% de capital que sai dos Estados Unidos (EUA) com destino ao Brasil, pode parecer pouco, mas já faz um grande peso por aqui.

A mudança na alocação dos portfólios de investidores internacionais direcionou R$ 8,7 bilhões para a bolsa brasileira em janeiro, considerando dados até o dia 20, movimento que ajudou o Ibovespa a engatar uma série de máximas históricas. Em perspectiva, esse valor já representa mais de um terço dos R$ 25,4 bilhões investidos por estrangeiros ao longo de todo o ano de 2025.

Isso porque, as tensões geopolíticas globais, como conflito entre Rússia e Ucrânia, no Irã, e, agora, o recente conflito entre Groenlândia e Estados Unidos (EUA), têm feito com que investidores estrangeiros tragam o seu investimento para o Brasil, principalmente quando observadas as altas taxas de juros por aqui.

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