Política

Presidente da CPMI do INSS diz que Vorcaro deve depor e nega vazamento de mensagens

Senador Carlos Viana afirma que comissão buscará autorização do STF para ouvir banqueiro preso em Brasília e diz que dados passaram por dezenas de pessoas

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (9), em entrevista coletiva, que a comissão vai insistir no depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, atualmente preso em Brasília.

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Segundo o parlamentar, a comissão busca autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que Vorcaro seja ouvido pela CPMI. Viana também confirmou que terá uma audiência com o ministro André Mendonça, ainda nesta semana, para tratar do tema.

De acordo com Viana, a intenção é que Vorcaro compareça à comissão sem tratamento diferenciado. “Ele virá como uma pessoa comum. Não terá nenhum tipo de privilégio quando comparecer à CPMI”, disse.

O presidente da comissão também informou que já foi agendada uma reunião com André Mendonça. “Temos uma audiência marcada com o ministro para a próxima quarta-feira, no fim da tarde. Vamos levar a ele um diálogo institucional entre os Poderes e pedir a revisão das decisões que impediram alguns depoimentos”, afirmou.

Vazamento de mensagens

Durante a coletiva, Viana também comentou o vazamento de mensagens íntimas envolvendo o empresário. O senador negou que a origem das informações seja a CPMI.

“Não há a menor condição de se dizer que os vazamentos aconteceram pela CPMI. A presidência não divulgou nenhuma quebra de sigilo nem qualquer diálogo”, declarou.

Segundo ele, os dados passaram por diferentes instâncias antes de se tornarem públicos. “Essas informações foram manuseadas por muitas pessoas. Chegaram à CPMI, passaram pela presidência do Senado, pela Polícia Federal e retornaram à comissão. Há dezenas de pessoas que podem ter tido acesso a esse material”, disse.

Votação de requerimentos

O senador também criticou decisões judiciais que questionaram a aprovação em bloco de requerimentos pela comissão, incluindo pedidos de depoimento e quebra de sigilo.

Para Viana, a prática é comum em comissões parlamentares de inquérito e não representa irregularidade. Ele afirmou que a Advocacia do Senado já acionou ministros do STF para defender a legalidade das decisões da CPMI.

"Essa decisão interfere nas prerrogativas do Parlamento. Comissões parlamentares votam requerimentos em bloco há anos. Não houve nenhuma inovação”, afirmou.

O senador disse esperar que o plenário do STF reverta decisões que, segundo ele, limitaram o trabalho da comissão.

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