"Não é a primeira vez que tentam me matar", diz Trump após tiroteio na Casa Branca
Atirador Cole Thomas Allen, 31, da Califórnia, foi detido após furar segurança em evento oficial; policial foi ferido, mas não corre risco

Vicklin Moraes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento na noite deste sábado (25), na Casa Branca, após um tiroteio interromper um jantar com jornalistas. O suspeito foi detido pelo Serviço Secreto ainda no local. Durante a coletiva, Trump afirmou que o homem conseguiu furar o esquema de segurança armado, mas foi rapidamente contido.
Segundo o The New York Times, o atirador foi identificado como Cole Thomas Allen, de 31 anos, natural da Califórnia.
Um policial foi baleado na ação, mas não corre risco. “Estava de colete e está fora de perigo”, disse Trump. O presidente e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas do evento durante o incidente.
“Eles agiram muito rapidamente”, afirmou Trump. “O suspeito foi pego na primeira linha de defesa. Tínhamos agentes à paisana por todo o local e ele teria que passar por várias camadas de segurança”, completou.
Trump disse não saber se o ataque teve motivação política, mas afirmou já ter sido alvo de outras tentativas.
“Ser presidente é uma profissão perigosa”, disse. Ele também mencionou que ainda não há confirmação de ligação com a guerra no Irã e que novas informações devem surgir nas próximas horas.
Trump agradeceu às forças de segurança e pediu calma. “Devemos gratidão às forças de segurança. Peço que os americanos resolvam suas diferenças de forma pacífica”, afirmou.
O chefe interino da polícia de Washington, Jeff Carroll, informou que o suspeito portava múltiplas armas. “Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”, disse. O agente ferido foi levado ao hospital e está em condição estável.
Trump disse ainda estar preocupado com “toda a violência”, não apenas com ataques de motivação política. Ele comparou os riscos da presidência a outras profissões e afirmou que já houve tentativas de assassinato contra chefes de Estado americanos.
“Não consigo imaginar que existam muitas profissões mais perigosas do que a de presidente”, afirmou.
O presidente também descreveu o suspeito como “uma pessoa muito doente e desequilibrada” e disse que ele agiu sozinho.
Imagens de segurança mostram o momento em que o homem corre pelos detectores de metal e é cercado por agentes armados. Segundo Trump, buscas também foram realizadas no apartamento do suspeito.
O jantar, descrito como um evento voltado à liberdade de expressão e à união, foi suspenso. A nova data deve ser definida em até 30 dias.










