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Brasil registra 28 mortes a cada bilhão de km rodados, aponta estudo

Alta interrompe queda desde 2011; motociclistas lideram risco e Norte e Nordeste concentram os piores índices

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São Paulo aprova isenção de IPVA para motos de até 180 cilindradas a partir de 2026 | Reprodução

Após uma longa tendência de queda, as mortes no trânsito voltaram a subir no Brasil, segundo um levantamento inédito divulgado nesta semana. Os motociclistas aparecem entre as principais vítimas.

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Em 2024, o país registrou 28 mortes por bilhão de quilômetros percorridos, indicador que considera a exposição real ao risco. O número é superior ao de 2023 e interrompe a sequência de queda observada desde 2011, indicando que os óbitos cresceram acima da circulação de veículos.

Segundo o especialista em trânsito Bruno Abner, há forte desigualdade regional nos indicadores.

"Vemos uma diferença muito grande de indicadores com base em diferentes regiões do país. É cinco vezes mais arriscado morrer no trânsito no Piauí do que no Distrito Federal. Isso é muito associado à questão da educação, fiscalização e característica da frota."

O estudo também aponta que estados do Norte e Nordeste concentram os maiores níveis de risco. Outro ponto central é a vulnerabilidade dos motociclistas. Em 2024, a taxa de mortes nesse grupo chegou a 45,64 por bilhão de quilômetros — mais de três vezes superior à de ocupantes de automóveis.

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