6 em cada 10 brasileiras buscam artes marciais por segurança, aponta estudo
Alta da violência impulsiona procura por defesa pessoal; maioria quer aprender a se proteger e ganhar autonomia

SBT Brasil
Seis em cada dez brasileiras praticam ou querem começar uma arte marcial, não só pelos benefícios à saúde, mas pela busca por mais segurança. Em meio ao avanço da violência, o país enfrenta um cenário alarmante: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no ano passado.
Uma pesquisa nacional mostra que 57,9% das mulheres gostariam de aprender a lutar para se proteger. Para 54%, a prática aumenta a autonomia, e 42,8% dizem se sentir mais seguras no transporte público.
Por isso, academias no país têm ampliado turmas voltadas ao público feminino, com foco em defesa pessoal.
"O jiu-jitsu fortalece a mulher e ensina técnicas para enfrentar oponentes maiores. É ideal para quem quer se defender, melhorar o condicionamento e ganhar concentração", explica o empresário Washington Vasconcelos.
Entre as modalidades mais procuradas estão o muay thai e o jiu-jitsu, com destaque para simulações de situações reais de risco. A sensação de insegurança, porém, vai além das ruas. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase 40% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência no último ano.









