Macron defende reabertura do Estreito de Ormuz e alerta para risco de escassez global de energia
Presidente francês alerta para risco de escassez global de energia e diz que objetivo é retomar navegação nos próximos dias



SBT News
com informações da Reuters
O presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou neste sábado (25) que está concentrado nos esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, um dia após alertas sobre o risco de escassez global de energia caso o conflito com o Irã se prolongue.
Em coletiva de imprensa em Atenas, ao lado do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, Macron afirmou que o pânico causado pela incerteza geopolítica pode, por si só, levar à escassez.
"Nosso objetivo é alcançar uma reabertura completa nos próximos dias e semanas, em conformidade com o direito internacional, garantindo a liberdade de navegação sem pedágio no Estreito de Ormuz. Então, as coisas poderão gradualmente voltar ao normal", disse Macron.
O presidente-executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, havia pressionado na sexta-feira pela reabertura do estreito, por onde normalmente flui cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás.
A circulação pela rota, que também é essencial para o transporte de mercadorias como fertilizantes e produtos farmacêuticos, segue comprometida devido à guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, com apreensão de navios e bloqueios portuários.
"Se isso durar mais dois ou três meses, entraremos em um mundo de escassez de energia, como os países asiáticos já sofreram", disse Pouyanne. "Não se pode ter 20% do petróleo e gás do planeta inacessíveis e sem consequências graves."
Mais de uma dúzia de países afirmaram estar dispostos a participar de uma missão internacional liderada por França e Reino Unido para proteger a navegação no estreito, quando as condições permitirem, mesmo com o presidente dos EUA, Donald Trump, declarando que não precisa da ajuda de aliados.
"Estamos todos no mesmo barco, e não é um barco que escolhemos, se me permitem dizer. Somos vítimas da geopolítica e somos vítimas desta guerra que começou há vários meses", afirmou Macron.









