Clientes do Will Bank liquidado recorrem ao FGC e temem demora para receber dinheiro
Fundo garante até R$ 250 mil por CPF, mas clientes relatam apreensão com prazos e manutenção de dívidas
Flavia Travassos
A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), levantou dúvidas entre correntistas e investidores. Clientes com aplicações na instituição, como CDBs, poderão resgatar os valores conforme as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
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O valor está estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões, que devem ser devolvidos aos clientes que acionarem o FGC. Além de CPF e CNPJ, o limite de R$ 250 mil considera produtos como conta corrente, poupança, CDBs e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).
Segundo analistas, o maior problema não é a perda do dinheiro, mas a demora no pagamento. O número de reclamações envolvendo o banco triplicou na última semana, chegando a 1.709 registros, de acordo com o site Reclame Aqui.
Nas redes sociais, clientes relatam preocupação com compromissos financeiros em andamento. Um deles, identificado como Marcos, afirma que a mãe parcelou compras no cartão de crédito do banco e teme ter que continuar pagando sem acesso ao limite.
Outra correntista diz que o valor reservado para o pagamento da faculdade, R$ 370, com vencimento em fevereiro, ficou retido após a liquidação da instituição.
Dívidas são perdoadas quando o banco quebra?
Especialistas alertam que não. O fato de o banco ter sido liquidado não elimina dívidas dos clientes. Compras parceladas no cartão de crédito, por exemplo, continuam existindo e devem ser pagas normalmente.
De acordo com o economista-chefe da Fórum Investimentos, a diferença é que a cobrança passa a ser feita pelo liquidante do banco. O não pagamento pode resultar em protesto e negativação do nome, como ocorreria se a instituição estivesse em operação.
Apesar da apreensão, especialistas reforçam que o mecanismo é confiável. Economistas destacam que não há histórico de o FGC deixar de honrar pagamentos dentro do limite garantido.
“Nunca houve um investidor coberto pelo FGC que não tenha recebido o valor devido”, afirma um especialista ouvido pela reportagem.
Como pedir o dinheiro de volta?
Para solicitar o ressarcimento, o cliente deve:
Baixar o aplicativo do FGC no celular
Fazer o cadastro com documentos e dados pessoais
Informar uma conta bancária para receber o valor.
Não há um prazo legal definido para a liberação dos recursos.
Clientes do Will Bank liquidado recorrem ao FGC e temem demora para receber dinheiroFundo garante até R$ 250 mil por CPF, mas clientes relatam apreensão com prazos e manutenção de dívidasEconomia2026-01-23T01:32:27.318ZA , decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), levantou dúvidas entre correntistas e investidores. Clientes com aplicações na instituição, como CDBs, poderão resgatar os valores conforme as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O valor está estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões, que devem ser devolvidos aos clientes que acionarem o FGC. Além de CPF e CNPJ, o limite de R$ 250 mil considera produtos como conta corrente, poupança, CDBs e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). + Segundo analistas, o maior problema não é a perda do dinheiro, mas a demora no pagamento. O número de reclamações envolvendo o banco triplicou na última semana, chegando a 1.709 registros, de acordo com o site Reclame Aqui. Nas redes sociais, clientes relatam preocupação com compromissos financeiros em andamento. Um deles, identificado como Marcos, afirma que a mãe parcelou compras no cartão de crédito do banco e teme ter que continuar pagando sem acesso ao limite. + Outra correntista diz que o valor reservado para o pagamento da faculdade, R$ 370, com vencimento em fevereiro, ficou retido após a liquidação da instituição. Dívidas são perdoadas quando o banco quebra? Especialistas alertam que não. O fato de o banco ter sido liquidado não elimina dívidas dos clientes. Compras parceladas no cartão de crédito, por exemplo, continuam existindo e devem ser pagas normalmente. De acordo com o economista-chefe da Fórum Investimentos, a diferença é que a cobrança passa a ser feita pelo liquidante do banco. O não pagamento pode resultar em protesto e negativação do nome, como ocorreria se a instituição estivesse em operação. + Apesar da apreensão, especialistas reforçam que o mecanismo é confiável. Economistas destacam que não há histórico de o FGC deixar de honrar pagamentos dentro do limite garantido. “Nunca houve um investidor coberto pelo FGC que não tenha recebido o valor devido”, afirma um especialista ouvido pela reportagem. Como pedir o dinheiro de volta? Para solicitar o ressarcimento, o cliente deve: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/clientes-do-will-bank-liquidado-recorrem-ao-fgc-e-temem-demora-para-receber-dinheiro
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