Clientes do Will Bank liquidado recorrem ao FGC e temem demora para receber dinheiro
Fundo garante até R$ 250 mil por CPF, mas clientes relatam apreensão com prazos e manutenção de dívidas
Flavia Travassos
A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), levantou dúvidas entre correntistas e investidores. Clientes com aplicações na instituição, como CDBs, poderão resgatar os valores conforme as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O valor está estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões, que devem ser devolvidos aos clientes que acionarem o FGC. Além de CPF e CNPJ, o limite de R$ 250 mil considera produtos como conta corrente, poupança, CDBs e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).
Segundo analistas, o maior problema não é a perda do dinheiro, mas a demora no pagamento. O número de reclamações envolvendo o banco triplicou na última semana, chegando a 1.709 registros, de acordo com o site Reclame Aqui.
Nas redes sociais, clientes relatam preocupação com compromissos financeiros em andamento. Um deles, identificado como Marcos, afirma que a mãe parcelou compras no cartão de crédito do banco e teme ter que continuar pagando sem acesso ao limite.
Outra correntista diz que o valor reservado para o pagamento da faculdade, R$ 370, com vencimento em fevereiro, ficou retido após a liquidação da instituição.
Dívidas são perdoadas quando o banco quebra?
Especialistas alertam que não. O fato de o banco ter sido liquidado não elimina dívidas dos clientes. Compras parceladas no cartão de crédito, por exemplo, continuam existindo e devem ser pagas normalmente.
De acordo com o economista-chefe da Fórum Investimentos, a diferença é que a cobrança passa a ser feita pelo liquidante do banco. O não pagamento pode resultar em protesto e negativação do nome, como ocorreria se a instituição estivesse em operação.
Apesar da apreensão, especialistas reforçam que o mecanismo é confiável. Economistas destacam que não há histórico de o FGC deixar de honrar pagamentos dentro do limite garantido.
“Nunca houve um investidor coberto pelo FGC que não tenha recebido o valor devido”, afirma um especialista ouvido pela reportagem.
Como pedir o dinheiro de volta?
Para solicitar o ressarcimento, o cliente deve:
Baixar o aplicativo do FGC no celular
Fazer o cadastro com documentos e dados pessoais
Informar uma conta bancária para receber o valor.
Não há um prazo legal definido para a liberação dos recursos.
Clientes do Will Bank liquidado recorrem ao FGC e temem demora para receber dinheiroFundo garante até R$ 250 mil por CPF, mas clientes relatam apreensão com prazos e manutenção de dívidasEconomia2026-01-23T01:32:27.318ZA , decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), levantou dúvidas entre correntistas e investidores. Clientes com aplicações na instituição, como CDBs, poderão resgatar os valores conforme as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O valor está estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões, que devem ser devolvidos aos clientes que acionarem o FGC. Além de CPF e CNPJ, o limite de R$ 250 mil considera produtos como conta corrente, poupança, CDBs e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). + Segundo analistas, o maior problema não é a perda do dinheiro, mas a demora no pagamento. O número de reclamações envolvendo o banco triplicou na última semana, chegando a 1.709 registros, de acordo com o site Reclame Aqui. Nas redes sociais, clientes relatam preocupação com compromissos financeiros em andamento. Um deles, identificado como Marcos, afirma que a mãe parcelou compras no cartão de crédito do banco e teme ter que continuar pagando sem acesso ao limite. + Outra correntista diz que o valor reservado para o pagamento da faculdade, R$ 370, com vencimento em fevereiro, ficou retido após a liquidação da instituição. Dívidas são perdoadas quando o banco quebra? Especialistas alertam que não. O fato de o banco ter sido liquidado não elimina dívidas dos clientes. Compras parceladas no cartão de crédito, por exemplo, continuam existindo e devem ser pagas normalmente. De acordo com o economista-chefe da Fórum Investimentos, a diferença é que a cobrança passa a ser feita pelo liquidante do banco. O não pagamento pode resultar em protesto e negativação do nome, como ocorreria se a instituição estivesse em operação. + Apesar da apreensão, especialistas reforçam que o mecanismo é confiável. Economistas destacam que não há histórico de o FGC deixar de honrar pagamentos dentro do limite garantido. “Nunca houve um investidor coberto pelo FGC que não tenha recebido o valor devido”, afirma um especialista ouvido pela reportagem. Como pedir o dinheiro de volta? Para solicitar o ressarcimento, o cliente deve: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/clientes-do-will-bank-liquidado-recorrem-ao-fgc-e-temem-demora-para-receber-dinheiro
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação