Economia

Mudanças no IOF serão divulgadas após análise técnica, diz Haddad

Ministro da Fazenda afirmou equipe responsável deve formular uma procuração até o fim da semana para avaliação dos impactos nos orçamentos 2025/2026

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Julianna Valença
03/06/2025, 20:32 • Atualizado em 03/06/2025, 20:32
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Ministro da Fazenda falou sobre as medidas do IOF nesta terça-feira (3) na presença dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Harianne Bittencourt/SBT

Ministro da Fazenda falou sobre as medidas do IOF nesta terça-feira (3) na presença dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Harianne Bittencourt/SBT

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (3) que as mudanças no Imposto sobre Operação Financeira (IOF) só serão anunciadas após análise da área técnica do governo, no próximo domingo (8). A afirmação se dá logo após um almoço promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a presença dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Em entrevista a jornalistas, Haddad afirmou também que não adiantará as medidas antes de se reunir com os líderes do Congresso Nacional. Segundo o ministro, a equipe responsável pela área técnica do governo deve formular uma procuração até domingo para que sejam avaliados os impactos das medidas no orçamento deste ano e de 2026.

“Nós estamos bastante seguros de que as medidas são justas e sustentáveis, tanto no nível social quanto econômico, mas precisamos desse zelo. Eu preciso de uma provação de uma parte das medidas para rever o decreto”, disse.

O governo havia anunciado em maio um decreto determinando alta na alíquota do IOF, com objetivo de aumentar a arrecadação. No entanto, a falta de diálogo teria criado um mal-estar com os líderes do Congresso.

Em entrevista coletiva nesta terça, Haddad disse que houve “grande alinhamento” nos parâmetros de encaminhamento das medidas e que não adiantará detalhes “em respeito” aos líderes. Ele afirmou que precisa que as novas propostas sejam aprovadas no pela Câmara e Senado para que haja mudança no decreto.

"Nós estamos tendo esse cuidado todo porque dependemos dos votos do Congresso Nacional, eles precisam estar convencidos de que esse é o caminho mais consistente. Eu preciso da aprovação pelo menos de uma parte das medidas para rever o decreto", continuou Haddad.

Lula reconhece falta de diálogo com Congresso

Mais cedo, o presidente Lula afirmou que não considerava o anúncio do decreto um erro do ministro, mas reconheceu que houve falta de diálogo com os congressistas. O petista disse que a medida foi lançada “sem tempo hábil para consulta aos aliados”.

“O que a Fazenda fez foi trabalhar. Era uma sexta-feira, eles queriam anunciar rápido para dar tranquilidade à sociedade. Eu não acho que isso tenha sido um erro. Mas toda vez que a gente toma uma atitude sem conversar com quem vai defender a proposta, a gente pode cometer erros”, declarou Lula.

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