PRF usa realidade virtual em treinamento para atuação nas rodovias
Tecnologia simula situações reais nas rodovias e ajuda policiais a treinarem decisões rápidas e uso da força
Simone Queiroz
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) passou a usar realidade virtual no treinamento de agentes para simular situações enfrentadas diariamente nas estradas.
A tecnologia recria cenários de risco e ajuda policiais a treinarem tomadas de decisão rápidas em casos como tráfico de drogas, exploração sexual infantil, tráfico humano e abordagens com possibilidade de confronto.
O equipamento integra a reciclagem profissional feita anualmente pelos policiais e busca ampliar a preparação em ocorrências críticas.
Como funciona o treinamento?
A plataforma cria ambientes semelhantes aos encontrados nas rodovias e coloca os agentes em situações que exigem respostas rápidas e estratégicas.
Com os óculos de realidade virtual, os policiais passam por simulações práticas para desenvolver habilidades durante ocorrências reais, incluindo decisões sobre abordagem, gerenciamento de risco e uso progressivo da força.
Segundo a corporação, o objetivo é aumentar a capacidade de reação e reduzir falhas em cenários de alta pressão.
O sistema também é utilizado para treinar o uso da arma de eletrochoque não letal, conhecida como taser.
Durante as simulações, os policiais aprendem a direcionar a mira para áreas do corpo com grandes grupos musculares, consideradas mais eficientes para imobilização. A orientação é evitar regiões como rosto e genitália.
O equipamento começou a ser usado pela PRF no ano passado e também já integra treinamentos da Polícia Federal e da Polícia Militar do Paraná.
Segundo informações divulgadas pela empresa responsável, o sistema custa cerca de US$ 15 mil — aproximadamente R$ 76 mil na cotação atual.
A tecnologia foi desenvolvida para ser portátil e pode ser levada para batalhões e delegacias em uma pequena mala.
De acordo com Samuel Moraes, gerente de Sucesso do Cliente da Axon no Brasil, o treinamento exige pouco espaço físico e pode ser realizado em diversos ambientes.
A empresa afirma ainda que trabalha em parceria com forças de segurança para desenvolver cenários específicos adaptados à realidade de cada corporação.
Já Eduardo Abraão, chefe do Núcleo de Educação Corporativa da Superintendência da PRF em São Paulo, afirma que o equipamento permite reforçar o treinamento em todas as etapas das abordagens.
Segundo ele, os agentes conseguem praticar desde a escolha do equipamento até a aplicação gradual do uso da força.









