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CDHU inicia transferência de famílias do Jaguaré após interdição de casas em SP

Após visitarem unidades habitacionais da CDHU, famílias confirmaram a mudança e darão entrada nos documentos nos próximos dias

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Explosão em Jaguaré, zona oeste de São Paulo | Reprodução
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A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) fez, na manhã desta sexta-feira (15), os primeiros encaminhamentos de famílias que tiveram suas casas interditadas após uma explosão no bairro Jaguaré, zona oeste de São Paulo, na segunda-feira (11), a novos imóveis. As unidades habitacionais ficam localizadas no Residencial Reserva Raposo.

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Segundo o governo de São Paulo, todas as quatro famílias aceitaram o atendimento no empreendimento e darão andamento na apresentação de documentos a partir da próxima semana. As famílias afetadas poderão optar por apartamentos mobiliados da CDHU, carta de crédito para compra de imóvel ou auxílio-aluguel até a reconstrução das moradias.

A Defesa Civil e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vistoriaram 105 imóveis nos arredores da explosão e liberaram 86 residências para o retorno dos moradores até a noite de terça-feira (12). Outros 14 imóveis seguem com interdição cautelar e cinco foram totalmente interditados por risco de desabamento.

Os imóveis foram classificados em quatro níveis de risco: verde, amarelo, laranja e vermelho. As casas na categoria verde foram liberadas para retorno imediato dos moradores, enquanto as da vermelha seguem interditadas por risco estrutural. Nos imóveis amarelos, foi permitida apenas a retirada de pertences. Já nas casas laranjas, a retirada precisou ser acompanhada pela Defesa Civil.

Relembre o acidente

A explosão ocorreu na tarde de segunda-feira, durante uma obra de remanejamento de tubulação realizada pela Sabesp. Segundo a própria companhia, uma rede de gás da Comgás foi atingida durante o serviço, provocando a explosão. Mais de 40 imóveis foram danificados e 10 ficaram completamente destruídos.

O acidente deixou duas mortes e dois feridos. Um homem de 50 anos morreu no local, enquanto um segundo homem, de 62 anos, morreu na quinta-feira (14). Ele foi socorrido com vida e internado no Hospital Regional de Osasco, onde morreu três dias depois. Os dois feridos permanecem internados.

A privatização da Sabesp, maior companhia de saneamento do país, foi concluída em 23 de julho de 2024, sob a atual gestão do estado. O processo se arrastou por meses e foi marcado por pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acusações de desmonte feitas por representantes dos trabalhadores.

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