Economia

IGP-M inicia 2026 com alta de 0,41% em janeiro sob pressão de preços ao produtor e ao consumidor, diz FGV

Índice de Preços ao Produtor Amplo, que responde por 60% do índice geral, deixou para trás queda de 0,12% em dezembro para subir 0,34% no primeiro mês do ano

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Setor atacadista | Divulgação/Antonio Cruz/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) iniciou 2026 com alta de 0,41%, depois de ter recuado no mês anterior, sob pressão tanto dos preços ao produtor quanto ao consumidor, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (29).

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A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,41%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses recuo de 0,91%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, deixou para trás a queda de 0,12% em dezembro para subir 0,34% no primeiro mês do ano.

"No IPA, a alta do mês foi guiada principalmente por minério de ferro, tomate e carne bovina, evidenciando uma pressão concentrada em produtos básicos ligados tanto à indústria extrativa quanto ao setor alimentício", destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

"O minério de ferro acelerou de 2,42% para 4,47% — movimento que, sozinho, contribuiu significativamente para a reversão do IPA para terreno positivo", completou.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, acelerou a alta a 0,51% em janeiro, de 0,24% no mês anterior.

Segundo Dias, as mensalidades escolares (+3,83% para ensino fundamental, +3,13% para ensino superior), gasolina (+1,02%) e tomate (+16,93%) sustentaram a aceleração do índice.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,63%, de uma alta de 0,21% em dezembro.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

(Por Camila Moreira)

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