Economia

Em meio às investigações do caso Master, entidades do setor produtivo saem em defesa do BRB

Manifesto é assinado por representantes da construção civil e mercado imobiliário do Distrito Federal; grupo defende apoio institucional ao Banco de Brasília

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Agência do BRB | Divulgação

Entidades da construção civil e do mercado imobiliário do Distrito Federal saíram em defesa do Banco de Brasília (BRB), que está no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) pela tentativa de compra do Banco Master, no ano passado.

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Em um manifesto divulgado nesta semana, o grupo descreveu o que seria um cenário marcado por intenso fluxo de informações, "muitas delas desencontradas e especulativas", e declarou apoio institucional ao banco que tem como acionista majoritário o Governo do Distrito Federal (GDF).

"É nosso dever ressaltar o papel estratégico que esta instituição financeira desempenha como vetor de desenvolvimento econômico e social para a nossa capital e para o Brasil. Sua presença contribui diretamente para a geração de empregos, para o acesso ao crédito e para a continuidade de investimentos que alavancam o ecossistema da indústria da construção civil e o setor imobiliário no Distrito Federal e Entorno", diz o texto.

As entidades alegam que, com o apoio do GDF, o banco vai superar desafios e seguir crescendo de forma sustentável. E que "a estabilidade e a preservação da imagem da instituição são interesses diretos da sociedade brasiliense e do setor produtivo".

Assinam a nota pública o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) e a Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco).

No documento, o grupo também defendeu que "para o setor produtivo, o BRB não é apenas um banco, mas o principal parceiro de políticas públicas habitacionais". Ainda de acordo com as entidades, "com uma carteira imobiliária que somou R$ 13,5 bilhões, o banco é a força motriz que viabiliza o sonho da casa própria e sustenta milhares de empregos na construção civil".

"O que nos motivou a fazer o documento foi a percepção da fragilidade que a instituição BRB passa neste momento pela quantidade de notícias, ataques e tudo mais. O BRB é o principal agente de fomento do mercado imobiliário do Distrito Federal e detém, hoje, mais de 80% dos financiamentos da produção", disse ao SBT News o presidente da Ademi-DF, Celestino Fracon Júnior.

Celestino assegurou que as entidades defendem "a total e transparente apuração de tudo o que eventualmente tenha havido".

Em dezembro do ano passado, Ademi e Sinduscon se reuniram com o novo presidente do banco, Nelson Antonio de Souza, cerca de um mês depois da saída de Paulo Henrique Costa, hoje investigado pela PF, do BRB. O governador do DF, Ibaneis Rocha, também participou do encontro.

"Nós fizemos a reunião para mostrar a preocupação deste segmento e ele [Nelson] nos disse que podemos ficar tranquilos, que não vai ter nenhuma quebra de sequência", explicou Celestino.

Na ocasião, em momento aberto a convidados, Nelson Antonio de Souza indicou que a crise envolvendo o banco estava superada e pediu que os presentes, em sua maioria empresários, investissem no BRB. "É um banco que tem uma história e cresceu muito nos últimos anos, especialmente neste setor [habitação]".

No início de janeiro, no entanto, o Banco de Brasília divulgou uma nota admitindo que poderia precisar de um aporte financeiro do GDF para manter seus índices de solvência e cobrir provisões determinadas pelo Banco Central (BC) que, segundo a instituição, podem chegar a R$ 2,6 bilhões.

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