CNJ diz que 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória em 20 anos
Ministro Flávio Dino decidiu que infrações graves devem ser punidas com a perda do cargo e benefícios


Marina Demori
Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados de forma compulsória como punição por violações disciplinares graves, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O número foi divulgado no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fim da aposentadoria compulsória como a maior punição administrativa prevista pelo órgão.
Na decisão, o ministro entende que a pena máxima para infrações graves deve ser a perda do cargo, o que também implica na suspensão de benefícios a juízes e desembargadores.
A aposentadoria compulsória era a mais grave das cinco penas disciplinares aplicáveis a juízes vitalícios. Afastado do cargo, o condenado seguia recebendo salário proporcional ao tempo de serviço prestado.
Os casos vão desde corrupção e venda de sentenças a casos de assédio, inação ou baixa produtividade, posicionamento político-partidário e atos de improbidade, ou seja, quando há violação da ética da magistratura.









