Economia

Durigan: inflação sempre preocupa, mas está sob controle

IPCA acumula alta de 4,72% em 12 meses, acima da meta de 4,5% do Banco Central

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Caio Barcellos
Dario Durigan na Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/TV Câmara

Dario Durigan na Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/TV Câmara

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (17) que a inflação ainda preocupa o governo, mas afirmou que os preços estão sob controle em um cenário de crescimento econômico e geração de empregos.

A declaração foi dada em audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. O ministro foi chamado para falar sobre as diretrizes das políticas fiscal e econômica do país.

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“Claro que a inflação sempre preocupa, mas a inflação nesse mandato presidencial vai ser a mínima histórica do país”, declarou Durigan.O ministro afirmou que o governo conseguiu combinar controle de preços, expansão da atividade econômica e melhora do mercado de trabalho.

"Claro que a inflação sempre preocupa, mas a inflação nesse mandato presidencial vai ser a mínima histórica do País. Você vai dizer que 'nós estamos com desemprego alto, com crescimento baixo', e não, a inflação está sob controle. Sempre gera preocupação, mas a inflação está sob controle e nós geramos 5,1 milhões de empregos desde 2023, o País cresceu", afirmou o ministro da Fazenda.

A fala ocorre em meio à pressão sobre os preços. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,58% em maio e acumula alta de 4,72% em 12 meses. O índice voltou a ficar acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,5%.

Na audiência, Durigan também mencionou uma contenção de despesas em 2026. Ao falar em “corte de gasto” de R$ 23 bilhões, o ministro se referiu ao bloqueio orçamentário anunciado pelo governo no último relatório bimestral de receitas e despesas.

O bloqueio não elimina definitivamente a despesa. Na prática, o governo congela parte dos recursos para cumprir as regras fiscais. O valor pode ser liberado depois, caso haja melhora nas projeções de receitas e gastos.

"Esse ano, nós estamos com um corte de gasto de R$ 23 bilhões em ano de eleição. Olha o que foi o último período de eleições em 2022”, disse.

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