Vereador Senival Moura é preso de novo em ação contra o PCC
Ação da Polícia Civil e do Gaeco apura suspeitas de lavagem de dinheiro na Transunião Transportes; outros quatro foram presos
SBT News, Caroline Vale
Vereador Senival Moura. | Reprodução/SBT
A Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco pessoas nesta quarta-feira (28) em uma operação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital. Entre os presos, está o vereador licenciado do PT, Senival Moura.
A ação, realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em conjunto com o Ministério Público, por meio do Gaeco, apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de ônibus Transunião Transportes.
Esta é a segunda prisão de Senival Moura, que estava solto desde 5 de agosto. Ele havia sido preso pela primeira vez em 25 de junho, na Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Embora não ocupasse cargo formal na Transunião, Moura teria, segundo a investigação, forte influência na estrutura e nas atividades da companhia. Na ocasião da primeira prisão, ele pediu afastamento do PT.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
A Justiça expediu outros seis mandados de prisão preventiva. Dois investigados ainda não foram localizados e são procurados.
Outro preso foi Jair Ramos de Freitas, ex-diretor da empresa de ônibus, conhecido como "Cachorrão". Além de lavagem de dinheiro e organização criminosa, ele também é réu por suspeita de envolvimento na execução de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, mortos a tiros em 2020 no estacionamento de uma padaria na zona leste.
“A apuração também identificou movimentações financeiras suspeitas e mecanismos de ocultação da origem e da titularidade de bens e valores”, afirmou o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg.
Durante a investigação, foram apreendidos R$ 158,9 mil em dinheiro, US$ 2.417, € 1.465, dez veículos, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Entre os automóveis estão modelos da Porsche, BMW e RAM.
A Justiça também determinou o sequestro de 21 imóveis, a restrição de transferência de 408 veículos e o bloqueio de seis embarcações. As medidas incluem ainda a indisponibilidade de bens de 136 pessoas físicas e jurídicas e o bloqueio de valores em contas bancárias. O montante total ainda está sendo calculado.
A Polícia Civil continua as buscas pelos dois investigados não encontrados e as apurações sobre o patrimônio suspeito.
A defesa do vereador Senival Moura contesta a decisão que decretou sua prisão preventiva. Segundo os advogados, a medida não apresenta fundamentação concreta suficiente nem demonstra fatos novos que justifiquem a prisão.
Os advogados afirmam que a existência de uma denúncia não justifica, por si só, a prisão preventiva. Também questionam a falta de indicação individualizada de atos recentes que comprovem o suposto risco de continuidade dos crimes investigados.
Moura nega envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro. A defesa afirma que adotará medidas judiciais para contestar a legalidade da prisão e buscar a liberdade do vereador.
"A defesa respeita as instituições e reconhece a legitimidade da investigação criminal. Entretanto, entende que a apuração dos fatos deve ocorrer com pleno respeito à presunção de inocência, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal", disse.
O advogado Anderson Minichillo afirmou que a defesa de Jair Ramos recebeu a decisão de prisão com surpresa e a considera uma possível manobra do Ministério Público. Segundo ele, não houve fatos novos que justificassem a medida, e o pedido de prisão se baseou em informações antigas, já analisadas pela desembargadora que havia concedido a liberdade. A defesa pretende recorrer novamente para tentar reverter a decisão.
Minichillo afirmou que Jair não tem relação com o vereador Senival Moura. “Jair não tem nenhum tipo de relação com o vereador Senival e nunca teve”, declarou.
Vereador Senival Moura é preso de novo em ação contra o PCCAção da Polícia Civil e do Gaeco apura suspeitas de lavagem de dinheiro na Transunião Transportes; outros quatro foram presosBrasil2026-10-28T12:56:13.200ZA Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco pessoas nesta quarta-feira (28) em uma operação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital. Entre os presos, está o vereador licenciado do PT, Senival Moura. A ação, realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em conjunto com o Ministério Público, por meio do Gaeco, apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de ônibus Transunião Transportes. Esta é a segunda prisão de Senival Moura, que . Ele havia sido preso pela primeira vez em 25 de junho, na Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Embora não ocupasse cargo formal na Transunião, Moura teria, segundo a investigação, forte influência na estrutura e nas atividades da companhia. Na ocasião da primeira prisão, ele pediu afastamento do PT. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . A Justiça expediu outros seis mandados de prisão preventiva. Dois investigados ainda não foram localizados e são procurados. Outro preso foi Jair Ramos de Freitas, ex-diretor da empresa de ônibus, conhecido como "Cachorrão". Além de lavagem de dinheiro e organização criminosa, ele também é réu por suspeita de envolvimento na execução de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, mortos a tiros em 2020 no estacionamento de uma padaria na zona leste. Segundo a investigação, que começou em 2020, integrantes de uma organização criminosa teriam utilizado pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar sua . “A apuração também identificou movimentações financeiras suspeitas e mecanismos de ocultação da origem e da titularidade de bens e valores”, afirmou o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg. Bloqueio de bens e apreensões Durante a investigação, foram apreendidos R$ 158,9 mil em dinheiro, US$ 2.417, € 1.465, dez veículos, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Entre os automóveis estão modelos da Porsche, BMW e RAM. A Justiça também determinou o sequestro de 21 imóveis, a restrição de transferência de 408 veículos e o bloqueio de seis embarcações. As medidas incluem ainda a indisponibilidade de bens de 136 pessoas físicas e jurídicas e o bloqueio de valores em contas bancárias. O montante total ainda está sendo calculado. A Polícia Civil continua as buscas pelos dois investigados não encontrados e as apurações sobre o patrimônio suspeito. O que dizem as defesas? A defesa do vereador Senival Moura contesta a decisão que decretou sua prisão preventiva. Segundo os advogados, a medida não apresenta fundamentação concreta suficiente nem demonstra fatos novos que justifiquem a prisão. Os advogados afirmam que a existência de uma denúncia não justifica, por si só, a prisão preventiva. Também questionam a falta de indicação individualizada de atos recentes que comprovem o suposto risco de continuidade dos crimes investigados. Moura nega envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro. A defesa afirma que adotará medidas judiciais para contestar a legalidade da prisão e buscar a liberdade do vereador. "A defesa respeita as instituições e reconhece a legitimidade da investigação criminal. Entretanto, entende que a apuração dos fatos deve ocorrer com pleno respeito à presunção de inocência, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal", disse. O advogado Anderson Minichillo afirmou que a defesa de Jair Ramos recebeu a decisão de prisão com surpresa e a considera uma possível manobra do Ministério Público. Segundo ele, não houve fatos novos que justificassem a medida, e o pedido de prisão se baseou em informações antigas, já analisadas pela desembargadora que havia concedido a liberdade. A defesa pretende recorrer novamente para tentar reverter a decisão. Minichillo afirmou que Jair não tem relação com o vereador Senival Moura. “Jair não tem nenhum tipo de relação com o vereador Senival e nunca teve”, declarou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/vereador-senival-moura-e-preso-de-novo-em-acao-contra-o-pcc
Prejuízos aos cofres públicos poderiam se estender por anos; operação desarticula esquema suspeito de fraudar a concessão de benefício a pescadores artesanais
Trump voltou a questionar resultado das eleições brasileiras e afirmou que o governo dos EUA deve dar vistos ao senador, à esposa e às duas filhas do casal