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Vereador Senival Moura é preso de novo em ação contra o PCC

Ação da Polícia Civil e do Gaeco apura suspeitas de lavagem de dinheiro na Transunião Transportes; outros quatro foram presos

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Vereador Senival Moura. | Reprodução/SBT

Vereador Senival Moura. | Reprodução/SBT

A Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco pessoas nesta quarta-feira (28) em uma operação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital. Entre os presos, está o vereador licenciado do PT, Senival Moura.

A ação, realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em conjunto com o Ministério Público, por meio do Gaeco, apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de ônibus Transunião Transportes.

Esta é a segunda prisão de Senival Moura, que estava solto desde 5 de agosto. Ele havia sido preso pela primeira vez em 25 de junho, na Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

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Embora não ocupasse cargo formal na Transunião, Moura teria, segundo a investigação, forte influência na estrutura e nas atividades da companhia. Na ocasião da primeira prisão, ele pediu afastamento do PT.

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A Justiça expediu outros seis mandados de prisão preventiva. Dois investigados ainda não foram localizados e são procurados.

Outro preso foi Jair Ramos de Freitas, ex-diretor da empresa de ônibus, conhecido como "Cachorrão". Além de lavagem de dinheiro e organização criminosa, ele também é réu por suspeita de envolvimento na execução de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, mortos a tiros em 2020 no estacionamento de uma padaria na zona leste.

Segundo a investigação, que começou em 2020, integrantes de uma organização criminosa teriam utilizado pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar sua participação e influência na estrutura societária e administrativa da empresa.

“A apuração também identificou movimentações financeiras suspeitas e mecanismos de ocultação da origem e da titularidade de bens e valores”, afirmou o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg.

Bloqueio de bens e apreensões

Durante a investigação, foram apreendidos R$ 158,9 mil em dinheiro, US$ 2.417, € 1.465, dez veículos, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Entre os automóveis estão modelos da Porsche, BMW e RAM.

A Justiça também determinou o sequestro de 21 imóveis, a restrição de transferência de 408 veículos e o bloqueio de seis embarcações. As medidas incluem ainda a indisponibilidade de bens de 136 pessoas físicas e jurídicas e o bloqueio de valores em contas bancárias. O montante total ainda está sendo calculado.

A Polícia Civil continua as buscas pelos dois investigados não encontrados e as apurações sobre o patrimônio suspeito.

O que dizem as defesas?

A defesa do vereador Senival Moura contesta a decisão que decretou sua prisão preventiva. Segundo os advogados, a medida não apresenta fundamentação concreta suficiente nem demonstra fatos novos que justifiquem a prisão.

Os advogados afirmam que a existência de uma denúncia não justifica, por si só, a prisão preventiva. Também questionam a falta de indicação individualizada de atos recentes que comprovem o suposto risco de continuidade dos crimes investigados.

Moura nega envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro. A defesa afirma que adotará medidas judiciais para contestar a legalidade da prisão e buscar a liberdade do vereador.

"A defesa respeita as instituições e reconhece a legitimidade da investigação criminal. Entretanto, entende que a apuração dos fatos deve ocorrer com pleno respeito à presunção de inocência, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal", disse.

O advogado Anderson Minichillo afirmou que a defesa de Jair Ramos recebeu a decisão de prisão com surpresa e a considera uma possível manobra do Ministério Público. Segundo ele, não houve fatos novos que justificassem a medida, e o pedido de prisão se baseou em informações antigas, já analisadas pela desembargadora que havia concedido a liberdade. A defesa pretende recorrer novamente para tentar reverter a decisão.

Minichillo afirmou que Jair não tem relação com o vereador Senival Moura. “Jair não tem nenhum tipo de relação com o vereador Senival e nunca teve”, declarou.

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