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Segundo o partido, Senival encaminhou o pedido ao Diretório Municipal do PT em São Paulo para se dedicar à própria defesa e evitar que as investigações sejam associadas à legenda.
"Informamos que o vereador Senival Moura encaminhou, neste sábado, à direção do Diretório Municipal do PT São Paulo, o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido", informou o PT.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil, Senival Moura é suspeito de utilizar a empresa de ônibus Transunião para lavar dinheiro em benefício da facção criminosa.
Além do vereador, foram presos o presidente da concessionária, Air Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", e Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo", apontado pela investigação como motorista e braço direito do parlamentar.
Segundo os investigadores, havia um núcleo paralelo que tomava decisões dentro da empresa e seria responsável por movimentações financeiras destinadas a integrantes do PCC.
Empresa teve capital ampliado de forma suspeita
As investigações apontam que a estrutura societária da Transunião sofreu uma mudança considerada incompatível com sua capacidade financeira.
Segundo o MPSP, o capital social da empresa passou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem dos recursos fosse devidamente comprovada. A suspeita é de que a concessionária tenha sido utilizada para ocultar e movimentar dinheiro de origem ilícita.
Justiça bloqueia contas, imóveis e veículos
Com base nas provas reunidas, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas aos investigados e à empresa, até o limite de R$ 194.457.851,90 por conta.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, como esse teto é aplicado individualmente, o valor potencial dos bloqueios pode chegar a cerca de R$ 30 bilhões, embora esse montante represente apenas um limite teórico, e não o total efetivamente indisponibilizado.
A decisão judicial também determinou o bloqueio de 117 veículos, o sequestro de 21 imóveis e de três embarcações, além da suspensão das atividades de dezenas de empresas apontadas como integrantes do esquema de lavagem de dinheiro.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que os ônibus da Transunião continuam circulando normalmente e que não houve impacto no atendimento à população. A administração municipal afirmou que aguarda a notificação oficial da decisão judicial para definir as medidas que serão adotadas.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a gestão acompanha os desdobramentos da operação e destacou que, em 2024, assinou dois decretos para romper contratos com uma empresa de ônibus que, segundo as investigações da época, teria ligação com o crime organizado. Ele disse ainda que a prefeitura adotará as medidas cabíveis em relação à Transunião assim que for oficialmente notificada.
A assessoria do vereador Senival Moura disse que ele está à disposição das autoridades e busca acesso ao processo.
"No momento, a equipe jurídica está se inteirando dos detalhes e buscando acesso integral aos autos do processo/inquérito. O vereador está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Emitiremos uma nota oficial com mais detalhes assim que tivermos informações precisas."
Investigação ligada a outras operações
Ainda de acordo com o MPSP e a Polícia Civil, o esquema investigado teria pontos de contato com outros casos apurados nas operações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi. Esta última foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de tráfico internacional de drogas envolvendo o PCC e a máfia italiana 'Ndrangheta.
A Operação Última Parada mobiliza cerca de 350 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), seis promotores de Justiça e equipes dos grupos operacionais GRT (Demacro), Garra e GER, do Dope.
Vereador preso por elo com PCC pede afastamento do PTSenival Moura solicita desligamento do partido após ser preso em investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.Política2026-06-27T23:12:13.121ZO vereador Senival Moura (PT-SP), , pediu afastamento do Partido dos Trabalhadores. O anúncio foi feito pela legenda neste sábado (27), por meio de nota oficial. Segundo o partido, Senival encaminhou o pedido ao Diretório Municipal do PT em São Paulo para se dedicar à própria defesa e evitar que as investigações sejam associadas à legenda. + "Informamos que o vereador Senival Moura encaminhou, neste sábado, à direção do Diretório Municipal do PT São Paulo, o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido", informou o PT. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil, Senival Moura é suspeito de utilizar a empresa de ônibus Transunião para lavar dinheiro em benefício da facção criminosa. Além do vereador, foram presos o presidente da concessionária, Air Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", e Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo", apontado pela investigação como motorista e braço direito do parlamentar. Segundo os investigadores, havia um núcleo paralelo que tomava decisões dentro da empresa e seria responsável por movimentações financeiras destinadas a integrantes do PCC. Empresa teve capital ampliado de forma suspeita As investigações apontam que a estrutura societária da Transunião sofreu uma mudança considerada incompatível com sua capacidade financeira. Segundo o MPSP, o capital social da empresa passou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem dos recursos fosse devidamente comprovada. A suspeita é de que a concessionária tenha sido utilizada para ocultar e movimentar dinheiro de origem ilícita. Justiça bloqueia contas, imóveis e veículos Com base nas provas reunidas, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas aos investigados e à empresa, até o limite de R$ 194.457.851,90 por conta. Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, como esse teto é aplicado individualmente, o valor potencial dos bloqueios pode chegar a cerca de R$ 30 bilhões, embora esse montante represente apenas um limite teórico, e não o total efetivamente indisponibilizado. A decisão judicial também determinou o bloqueio de 117 veículos, o sequestro de 21 imóveis e de três embarcações, além da suspensão das atividades de dezenas de empresas apontadas como integrantes do esquema de lavagem de dinheiro. Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que os ônibus da Transunião continuam circulando normalmente e que não houve impacto no atendimento à população. A administração municipal afirmou que aguarda a notificação oficial da decisão judicial para definir as medidas que serão adotadas. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a gestão acompanha os desdobramentos da operação e destacou que, em 2024, assinou dois decretos para romper contratos com uma empresa de ônibus que, segundo as investigações da época, teria ligação com o crime organizado. Ele disse ainda que a prefeitura adotará as medidas cabíveis em relação à Transunião assim que for oficialmente notificada. A assessoria do vereador Senival Moura disse que ele está à disposição das autoridades e busca acesso ao processo. "No momento, a equipe jurídica está se inteirando dos detalhes e buscando acesso integral aos autos do processo/inquérito. O vereador está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Emitiremos uma nota oficial com mais detalhes assim que tivermos informações precisas." Investigação ligada a outras operações Ainda de acordo com o MPSP e a Polícia Civil, o esquema investigado teria pontos de contato com outros casos apurados nas operações , e Mafiusi. Esta última foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de tráfico internacional de drogas envolvendo o PCC e a máfia italiana 'Ndrangheta. Segundo o MPSP e a Polícia Civil, as apurações concluíram que a concessionária, que recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte apenas em 2025, era utilizada para a prática de lavagem de dinheiro da organização criminosa. A Operação Última Parada mobiliza cerca de 350 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), seis promotores de Justiça e equipes dos grupos operacionais GRT (Demacro), Garra e GER, do Dope. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/vereador-preso-por-elo-com-pcc-pede-afastamento-do-pt