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Vale suspende operações em Ouro Preto (MG) após transbordamento

Unidades de Fábrica e Viga tiveram atividades suspensas por decisão da prefeitura; incidente ocorreu no dia em tragédia Brumadinho completou sete anos

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Vale suspende operações após transbordamento em Ouro Preto (MG) | Divulgação

Vale suspende operações após transbordamento em Ouro Preto (MG) | Divulgação

A Vale disse que suspendeu as operações nas unidades produtivas de Fábrica e Viga, em Minas Gerais, após receber da prefeitura de Congonhas ofício determinando a suspensão de alvarás de funcionamento das atividades. O comunicado foi feito na noite dessa segunda-feira (26).

A suspensão ocorre após o extravasamento em uma cava da mineradora na madrugada de domingo (25). O acidente acabou alagando áreas da CSN Mineração na unidade Pires, em Ouro Preto (MG).

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De acordo com a Vale, a prefeitura local também determinou a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela companhia.

A Vale também reiterou que seus guidances seguem inalterados e acrescentou que as barragens na região seguem com as mesmas condições de estabilidade e segurança.

As duas unidades que tiveram operações suspensas têm uma produção combinada de 8 milhões de toneladas por ano, ou o equivalente a 2,4% do volume médio do guidance de minério de ferro da Vale para 2026, de acordo com analistas do Santander. Eles dizem que veem a suspensão como negativa, ainda que a mineradora tenha mantido suas previsões.

Já analistas do RBC observaram que as causas do extravasamento estão sob investigação, e que o tempo de suspensão de licenças e potenciais custos associados não estão claros. Eles também notaram que impactos da ocorrência ao Rio Maranhão podem levar a uma fiscalização mais rigorosa.

Na véspera do anúncio, o governo de Minas Gerais afirmou que foram identificados danos ambientais decorrentes do extravasamento da cava, devido ao carregamento de sedimentos e do assoreamento de cursos d'água afluentes do Rio Maranhão.

A Vale informou anteriormente que não houve carregamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

O incidente ocorreu no dia em que se completam sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, um dos maiores desastres ambientais do país. Segundo a empresa, ninguém ficou ferido e as comunidades próximas não foram afetadas.

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