Corpo encontrado esquartejado é de corretora desaparecida em Florianópolis, diz polícia
Três suspeitos de participação na morte de Luciani Aparecida Estivalet Freitas foram presos; mensagens com erros de português aumentaram suspeitas da família

Emanuelle Menezes
com informações do SCC10
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou nesta sexta-feira (13) que o corpo encontrado esquartejado em Major Gercino, na Grande Florianópolis, é da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. A mulher estava desaparecida desde o início de março e o caso vinha sendo investigado após familiares relatarem comportamentos considerados suspeitos. Três suspeitos foram presos (saiba mais abaixo).
De acordo com os investigadores, a principal hipótese é que Luciani tenha sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo teria permanecido no apartamento onde ela morava, no norte da ilha de Florianópolis, até a madrugada do dia 7, quando foi retirado do local.
A corretora foi vista pela última vez na região da Praia do Santinho, onde morava sozinha em um residencial. O desaparecimento passou a preocupar a família após diversas tentativas de contato sem resposta.
Casa abandonada e mensagens suspeitas
O irmão da vítima, Matheus Estivalet Freitas, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil na segunda-feira (9). Ao ir até a residência da irmã, ele encontrou sinais de abandono.
No imóvel, havia louças sujas, alimentos apodrecidos nas panelas e os animais de estimação sozinhos, sem cuidados há dias. A situação reforçou a suspeita de que algo havia acontecido com a corretora.
Outro detalhe que chamou a atenção da família foram mensagens enviadas pelo celular de Luciani, afirmando que ela estava bem e pedindo para que os parentes não divulgassem informações sobre seu paradeiro.
Segundo os familiares, o texto apresentava erros de português e de pontuação incomuns para o padrão de escrita da vítima, o que levantou a suspeita de que outra pessoa pudesse estar utilizando o telefone dela.

Investigação aponta vizinhos
Durante as investigações, policiais da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) identificaram movimentações suspeitas em compras feitas com os dados da vítima em plataformas de comércio online.
A apuração levou até um adolescente vizinho de Luciani, que foi flagrado retirando mercadorias adquiridas com os dados da corretora na região norte da ilha.
Segundo a Polícia Civil, o irmão do adolescente, um homem de 27 anos, estava foragido da Justiça de São Paulo por latrocínio cometido em 2022. Ele e a companheira moravam em um apartamento próximo ao da vítima.
As investigações também apontaram o possível envolvimento da administradora do residencial, de 47 anos, que é parente dos proprietários do imóvel. Ela teria ligação com o casal suspeito e estaria se beneficiando das compras feitas em nome da corretora.
Pertences encontrados escondidos
Durante as buscas, a polícia encontrou pertences de Luciani, como notebook, televisão e parte das mercadorias compradas com os dados dela.
Os objetos estavam escondidos em um apartamento desocupado do residencial, que permanecia trancado e estava sob responsabilidade da administradora.
A administradora do residencial foi presa em flagrante e encaminhada ao sistema prisional de Santa Catarina. Já o casal suspeito de participação no crime tentou fugir, mas foi preso na quinta-feira (12) em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Até o momento, os nomes dos envolvidos não foram divulgados.









