Novas imagens mostram ação da PM que terminou na morte de agricultor no RS
Vídeos entregues pela família às autoridades registram disparos durante operação da Brigada Militar em área rural de Pelotas
Eduardo Pinzon
Foram divulgadas novas imagens da ação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que terminou na morte de um agricultor de 48 anos, na zona rural de Pelotas, no sul do estado.
Os vídeos, captados por câmeras de monitoramento da propriedade, foram entregues pela família às autoridades e passaram a integrar a investigação do caso.
As gravações registram a abordagem policial na madrugada do dia 15 de janeiro. No áudio captado pelo sistema de segurança, é possível ouvir ao menos 18 disparos durante a operação.
Minutos depois, as imagens mostram a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao local.
O que diz a polícia?
Em entrevista coletiva anterior, a Brigada Militar afirmou que a operação não ocorreu como planejado e reconheceu que o agricultor acabou morto por engano durante a ação. O caso segue sob apuração.
A família informou que entregou os vídeos às autoridades para colaborar com as investigações. O material deve ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência, a conduta dos agentes envolvidos e as circunstâncias que levaram à morte do agricultor.
Relembre o caso
Um agricultor de 48 anos morreu durante uma ação da Polícia Militar em uma propriedade rural em Pelotas, no Rio Grande do Sul, no dia 15 de dezembro de 2025. O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da corporação.
A filha da vítima, que mora em uma casa no mesmo terreno, contou que acreditou se tratar de um assalto ao perceber a movimentação durante a madrugada.
“Eu achei que era assalto. Pelo que já aconteceu outras vezes, eu me escondi e minutos depois comecei a ouvir muitos tiros”, disse Fernanda Motta, filha do agricultor.
Em depoimento a polícia, os dois suspeitos da ação afirmaram que na propriedade da família Nornberg haveria mais veículos e drogas, informação que agora é apurada.
Familiares relataram que não viram viaturas caracterizadas da Polícia Militar no momento da ação. A Corregedoria da PM investiga se os policiais receberam uma pista errada e se houve falha nos procedimentos adotados durante a operação.









