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PF prende falso policial judicial que negociava armas no RJ

Suspeito usava uma série de credenciais falsificadas e chegou a atribuir documentos ao STM de forma fraudulenta

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Material bélico apreendido pela PF na força-tarefa | Divulgação/Polícia Federal

Material bélico apreendido pela PF na força-tarefa | Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante nesta sexta-feira (29) um homem suspeito de utilizar documentos falsos para negociar armas e munições em estabelecimentos comerciais no Rio de Janeiro. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços ligados ao investigado e encontraram material bélico e uma série de credenciais e fardas falsificadas.

De acordo com a PF, ele se apresentava como agente de Polícia Judicial, carregando carteira funcional, distintivos e "outros elementos de identificação para aparentar legitimidade perante terceiros".

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A apuração da Polícia Federal também identificou uso de Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) com dados divergentes ou que não existiam em sistemas oficiais, além de porte de arma de fogo, termo de cautela, carteira funcional e diversos documentos supostamente falsos.

Investigação aponta que suspeito usou de forma fraudulenta documentos atribuídos ao STM | Divulgação/PF
Investigação aponta que suspeito usou de forma fraudulenta documentos atribuídos ao STM | Divulgação/PF
"Os dados reunidos indicaram o uso fraudulento de documentos atribuídos ao Superior Tribunal Militar, sem correspondência nos registros oficiais daquele órgão", acrescentou a PF.

A prisão em flagrante ocorreu na casa do suspeito, no bairro da Tijuca, por posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito e falsificação de documento público. Em buscas feitas no veículo dele, policiais encontraram mais quatro armas, munições, distintivos, uniformes, acessórios e roupas táticas.

Armas apreendidas na operação Fallax | Divulgação/PF
Armas apreendidas na operação Fallax | Divulgação/PF

Investigadores ainda conseguiram localizar pagamentos ligados a compras feitas por ele, que fazia transações por meio de pessoa jurídica administrada.

O homem pode responder por falsificação de documento público e uso de documento falso, além de outros crimes que devem surgir na apuração, "em especial aqueles previstos no Estatuto do Desarmamento".

A ação desta sexta, batizada de operação Fallax, foi deflagrada por agentes federais da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas.

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