Junho deve alternar frio com períodos mais amenos
Inverno começa no dia 21 de junho; mês terá duas massas de ar polar e chuva mais concentrada no Norte e no Nordeste


Tempo seco | Reprodução Bruno Peres/Agência Brasil
O calendário vira para junho nesta segunda-feira (1º) e o país entra em um período típico de transição para o inverno. O mês começa com uma mistura de tempo mais seco em várias regiões, calor em parte do Centro-Norte e entradas de ar frio que ainda vão aparecer em momentos pontuais.
Segundo a Climatempo, o El Niño já começa a se formar no Oceano Pacífico, mas ainda em estágio inicial. Por isso, não deve ter influência relevante no clima do Brasil ao longo do mês.
O destaque é a passagem de duas massas de ar polar ao longo do mês, uma no meio e outra no fim, esta última mais intensa e com maior alcance no centro-sul do país.
O inverno começa oficialmente no dia 21 de junho, às 5h24, pelo horário de Brasília.
Frio aparece em dois momentos do mês
Depois de um período com várias quedas de temperatura em maio, junho deve ter um comportamento mais irregular, com intervalos maiores entre as entradas de ar frio. Isso acontece porque muitas frentes frias passam mais pelo oceano, o que reduz a chegada de ar polar mais intenso ao interior do país.
O mês deve ter dois momentos principais de atenção:
- uma queda de temperatura entre a metade e o fim da primeira quinzena
- outra mais forte na última semana de junho
Se esse cenário se confirmar, o começo do inverno pode ter madrugadas com temperaturas abaixo de 10°C em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Também há chance de geada em pontos da fronteira com o Uruguai e nas áreas mais altas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, principalmente no fim do mês. No Norte, o avanço dessas massas de ar frio pode provocar episódios de friagem em Rondônia, Acre e sul do Amazonas.
Calor ainda aparece em boa parte do país
Mesmo com essas entradas de ar frio, o calor segue presente em grande parte do Norte, Nordeste e Centro-Oeste em vários períodos do mês.
As áreas com maior chance de dias mais quentes incluem Mato Grosso, Goiás, Tocantins e o interior do Nordeste, além do noroeste de Minas Gerais.
Já regiões como Sul do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e centro-sul de Mato Grosso do Sul tendem a ter temperaturas mais próximas da média ou um pouco abaixo dela, influenciadas pela passagem de frentes frias e por períodos de maior nebulosidade.
Chuva fica mais concentrada no Norte e no Nordeste
Junho segue o padrão típico da estação: interior do país mais seco e chuva mais frequente no Norte e em parte do Nordeste.
No Norte, a chuva continua mais presente e pode ficar acima da média em áreas como Amapá, Pará e oeste do Maranhão. Em Roraima e no extremo norte do Amazonas, a chuva segue frequente, mas com volumes menores do que em maio.
No litoral do Nordeste, ainda há registros de chuva com frequência e até episódios de maior intensidade, mas a tendência é de redução em relação aos meses anteriores.
Boa parte do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste segue com tempo mais seco ao longo do mês.
Algumas áreas fogem do padrão mais seco
Mesmo na estação seca, algumas regiões devem ter mais instabilidade ao longo de junho. Isso acontece por causa da passagem de frentes frias e da formação de áreas de baixa pressão.
As áreas com maior chance de chuva são:
- Paraná
- Mato Grosso do Sul
- São Paulo
- sul de Minas Gerais e Zona da Mata Mineira
- Rio de Janeiro
Nesses locais, os volumes podem terminar o mês um pouco acima da média. O Pantanal também deve receber mais chuva do que o normal para esta época do ano. Já no Rio Grande do Sul, a tendência é de chuva próxima ou ligeiramente abaixo da média, sem repetição dos episódios mais persistentes registrados em 2025.
Mesmo com essas variações, o destaque segue sendo o ar mais seco no interior do país, principalmente durante as tardes, quando a umidade pode cair bastante.















