JK foi assassinado pela ditadura em 1976, conclui comissão
Relatório aprovado por seis votos a um contesta a versão oficial da morte do ex-presidente e aponta indícios de uma ação criminosa planejada pelo governo Geisel


Ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura | Foto: Reprodução
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima de um atentado durante a ditadura militar. O relatório, aprovado por seis votos a um, contesta a versão oficial de que JK morreu em um acidente de trânsito na Via Dutra, em 1976.
De acordo com o documento, uma das principais premissas utilizadas ao longo dos anos para sustentar a hipótese de acidente — a colisão de um ônibus na traseira do carro em que estava o ex-presidente — não teria ocorrido. A relatora do caso, Maria Cecília Adão, afirma que há indícios de que a batida que causou a morte de JK foi criminosa e teria sido planejada pelo governo do presidente Ernesto Geisel (1974-1979).
O relatório aponta ainda a existência de pelo menos 37 fraudes no processo de apuração da morte de Juscelino Kubitschek. Com base nessa análise, a comissão concluiu que o ex-presidente foi vítima de uma emboscada motivada por perseguição política.
Segundo o documento, JK seguia viagem acompanhado do motorista para um encontro com representantes do governo quando ocorreu o episódio que, por décadas, foi tratado como acidente. A nova conclusão sustenta que a morte foi resultado de uma ação deliberada.
A partir da aprovação do relatório, a Comissão Especial pretende utilizá-lo como base para solicitar a correção do atestado de óbito de Juscelino Kubitschek, atribuindo sua morte ao Estado brasileiro por perseguição política.















