Brasil

Oruam não comparece a julgamento no TJRJ e audiência é adiada; cantor segue foragido

Rapper está foragido e responde por tentativa de homicídio contra policiais civis; nova audiência foi marcada para 30 de março

O rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, não compareceu ao julgamento marcado para esta segunda-feira (23) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

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Como uma das vítimas do caso, um policial civil, também não pôde comparecer, a audiência foi adiada. A sessão ocorreria no Terceiro Tribunal do Júri, mesmo com o artista foragido desde o início do mês.

O cantor responde por duas tentativas de homicídio contra policiais civis. Segundo a acusação, ele teria se envolvido em um ataque com pedras contra agentes que estavam na casa dele para apreender um adolescente apontado como um dos maiores ladrões de carros do estado. Durante a operação, dois policiais ficaram feridos.

Cantor está foragido

Oruam estava em liberdade vigiada desde setembro, quando deixou a prisão após dois meses detido. De acordo com a Justiça, ele teria violado a tornozeleira eletrônica quase 70 vezes. Diante das supostas irregularidades, foi determinada a prisão preventiva.

No entanto, o acusado não foi localizado nos endereços informados à Justiça e passou a ser considerado foragido. A defesa afirma que o artista não adulterou o equipamento e que o dispositivo apresentou falhas técnicas.

Cantor publicou nas redes um vídeo, que teria sido gravado em dezembro, em que mostra a dificuldade para carregar a tornozeleira eletrônica. O vídeo, acompanhado da legenda "A verdade", já acumula milhares de curtidas e centenas de comentários de internautas.

Quando será a nova audiência?

A audiência de instrução e julgamento, fase inicial do processo, foi remarcada para o dia 30 de março.

O mandado de prisão segue em aberto. Mesmo foragido, o rapper continua ativo nas redes sociais. Nesta segunda-feira, um perfil atribuído a ele publicou um vídeo que mostra uma tatuagem sendo feita em seu braço.

Quem é Oruam

Rapper Oruam em show | Reprodução
Rapper Oruam em show | Reprodução

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, é filho de Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho, condenado a 44 anos de prisão por crimes, como homicídio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Aos 24 anos, o músico se destaca pelo estilo de vida ostentador e tem mais de 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Apesar do laço familiar, o cantor nega ligações com o crime organizado e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. "Tudo o que eu conquistei foi com minha música", disse Oruam em vídeo publicado nesta madrugada.

Ativo nas redes sociais, ele tem mais de 2,1 milhões de seguidores em sua conta reserva no Instagram. O perfil principal foi derrubado. Seus fãs, a "Tropa do Oruam", são fiéis e o acompanham para todo canto – incluindo na delegacia. Em fevereiro, quando foi levado para a Cidade da Polícia, saiu do local sob gritos e aplausos dos admiradores.

O artista vem se envolvendo em polêmicas desde 2024, quando pediu a liberdade do pai durante uma apresentação no festival de música Lollapalooza. À época, ele foi duramente criticado, mas se explicou dizendo que havia feito apenas um "desabafo".

"Meu pai errou, mas está pagando pelos seus erros e com sobra. Não tentem tirar de uma pessoa o direito de reivindicar condições melhores para o seu pai, e nem de querer vê-lo em liberdade", disse o músico na época.

Neste ano, uma vereadora de São Paulo protocolou um Projeto de Lei para impedir que a prefeitura da cidade contrate shows de artistas que fazem supostamente apologia às drogas e ao crime organizado. O projeto, conhecido como "Lei anti-Oruam", também acabou protocolado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

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