1 em 4 jovens não conclui o Ensino Médio no Brasil
Levantamento mostra recorde no acesso à Educação Infantil, mas aponta entraves na conclusão do ensino básico na juventude
Camilly Rosaboni
03/07/2026, 13:38 • Atualizado em 03/07/2026, 13:38
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Estudo aponta avanços na educação brasileira, mas destaca desafios para ampliar o acesso e reduzir a evasão escolar | Reprodução/Magnific
Um novo levantamento do Todos Pela Educação, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), mostra que um em cada quatro jovens brasileiros ainda não conclui o Ensino Médio até os 19 anos. Segundo o estudo, em 2025, 74,3% dos jovens dessa faixa etária haviam concluído essa etapa da educação básica, um aumento de 16,8 pontos percentuais em relação a 2016.
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Entre os jovens que abandonaram ou atrasaram os estudos, 6,4% apontaram a necessidade de trabalhar como principal motivo, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à permanência escolar.
Taxa de conclusão no Ensino Médio entre jovens de 19 anos, por motivo de não conclusão (2025) – Brasil (%) | Reprodução/Todos pela Educação
As desigualdades regionais permanecem evidentes. O Sudeste (79,6%), o Centro-Oeste (75,4%) e o Sul (73,6%) registram taxas de conclusão acima da média nacional, enquanto Norte (69,1%) e Nordeste (69,3%) apresentam os menores índices.
Os motivos para a não conclusão também variam conforme a região. No Norte e no Nordeste, a maior parte dos jovens que ainda não concluiu o Ensino Médio permanece estudando, indicando que o atraso escolar continua sendo um desafio. Já no Sul, a necessidade de trabalhar aparece com mais força, sendo apontada por 9,1% dos jovens.
As desigualdades raciais também persistem. Em 2025, 81,7% dos jovens brancos e amarelos haviam concluído o Ensino Médio até os 19 anos, ante 69,5% dos jovens pretos, pardos e indígenas (PPI) — uma diferença de 12,2 pontos percentuais.
O estudo mostra, por outro lado, que o atendimento na Educação Infantil permanece avançando. Em 2025, a categoria registrou o maior percentual da série histórica: 43,3% das crianças de 0 a 3 anos estavam matriculadas em creches. Mesmo assim, o índice ainda está abaixo da meta de 50% prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024.
Na pré-escola, o atendimento de crianças de 4 e 5 anos chegou a 96,1% em 2025, também o maior patamar já registrado, aproximando o país da universalização dessa etapa.
Apesar dos avanços, o levantamento aponta que persistem desigualdades raciais, socioeconômicas e regionais, especialmente no acesso às creches. Como a matrícula de crianças de 0 a 3 anos não é obrigatória, é esperado que a taxa de atendimento não alcance 100%. Ainda assim, o estudo mostra que a principal razão para a ausência das crianças na escola continua sendo a opção dos próprios responsáveis, motivo citado por cerca de 35% das famílias ao longo de todo o período analisado.
Já a dificuldade de acesso diminuiu nos últimos anos: passou de 22,1% em 2022 para 17,1% em 2025, uma redução de cinco pontos percentuais. Mesmo assim, esse percentual representa cerca de 1,75 milhão de crianças, evidenciando a necessidade de ampliar a oferta de vagas em creches.
Motivos de não frequentar a Educação Infantil entre crianças de 0 a 3 anos | Reprodução/Todos pela Educação
*Sob supervisão
1 em 4 jovens não conclui o Ensino Médio no BrasilLevantamento mostra recorde no acesso à Educação Infantil, mas aponta entraves na conclusão do ensino básico na juventudeBrasil2026-07-03T13:38:32.369ZUm novo levantamento do Todos Pela Educação, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), mostra que um em cada quatro jovens brasileiros ainda não conclui o Ensino Médio até os 19 anos. Segundo o estudo, em 2025, 74,3% dos jovens dessa faixa etária haviam concluído essa etapa da educação básica, um aumento de 16,8 pontos percentuais em relação a 2016. Entre os jovens que abandonaram ou atrasaram os estudos, 6,4% apontaram a necessidade de trabalhar como principal motivo, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à permanência escolar. As desigualdades regionais permanecem evidentes. O Sudeste (79,6%), o Centro-Oeste (75,4%) e o Sul (73,6%) registram taxas de conclusão acima da média nacional, enquanto Norte (69,1%) e Nordeste (69,3%) apresentam os menores índices. Os motivos para a não conclusão também variam conforme a região. No Norte e no Nordeste, a maior parte dos jovens que ainda não concluiu o Ensino Médio permanece estudando, indicando que o atraso escolar continua sendo um desafio. Já no Sul, a necessidade de trabalhar aparece com mais força, sendo apontada por 9,1% dos jovens. As desigualdades raciais também persistem. Em 2025, 81,7% dos jovens brancos e amarelos haviam concluído o Ensino Médio até os 19 anos, ante 69,5% dos jovens pretos, pardos e indígenas (PPI) — uma diferença de 12,2 pontos percentuais. Educação infantil alcança recorde O estudo mostra, por outro lado, que o atendimento na Educação Infantil permanece avançando. Em 2025, a categoria registrou o maior percentual da série histórica: 43,3% das crianças de 0 a 3 anos estavam matriculadas em creches. Mesmo assim, o índice ainda está abaixo da meta de 50% prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024. Na pré-escola, o atendimento de crianças de 4 e 5 anos chegou a 96,1% em 2025, também o maior patamar já registrado, aproximando o país da universalização dessa etapa. Apesar dos avanços, o levantamento aponta que persistem desigualdades raciais, socioeconômicas e regionais, especialmente no acesso às creches. Como a matrícula de crianças de 0 a 3 anos não é obrigatória, é esperado que a taxa de atendimento não alcance 100%. Ainda assim, o estudo mostra que a principal razão para a ausência das crianças na escola continua sendo a opção dos próprios responsáveis, motivo citado por cerca de 35% das famílias ao longo de todo o período analisado. Já a dificuldade de acesso diminuiu nos últimos anos: passou de 22,1% em 2022 para 17,1% em 2025, uma redução de cinco pontos percentuais. Mesmo assim, esse percentual representa cerca de 1,75 milhão de crianças, evidenciando a necessidade de ampliar a oferta de vagas em creches. *Sob supervisãoSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/educacao-brasil-pnad-ibge-2025-evasao-escolar
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