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Renda média por pessoa nas famílias brasileiras bate recorde e chega a R$ 2.264 em 2025, mostra IBGE

Dados mostram avanço da renda, crescimento do trabalho e desigualdade ainda elevada no país

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Renda média por pessoa nas famílias brasileiras bate recorde. | Reprodução

A renda média mensal por pessoa nas famílias brasileiras atingiu R$ 2.264 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O indicador, conhecido como rendimento domiciliar per capita, que considera toda a renda da casa dividida entre os moradores, cresceu 6,9% em relação a 2024 e acumula alta de 18,9% na comparação com 2019, antes da pandemia de Covid-19.

Segundo o IBGE, o avanço reflete a recuperação gradual da renda da população nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo mercado de trabalho. O rendimento médio mensal de todas as fontes recebido por pessoas com renda também alcançou recorde e chegou a R$ 3.367 em 2025, aumento de 5,4% frente ao ano anterior.

Ao todo, 67,2% dos 212,7 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de rendimento no ano passado, o equivalente a 143 milhões de pessoas, maior proporção já registrada pela pesquisa.

Trabalho segue como principal fonte de renda

O trabalho permaneceu como a principal fonte de renda dos brasileiros. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento do trabalho, enquanto 27,1% recebiam de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais do governo. O rendimento médio habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, crescimento de 5,7% em relação a 2024 e de 11,1% na comparação com o período pré-pandemia.

A massa total de rendimentos do trabalho somou R$ 361,7 bilhões mensais, o maior valor da série histórica, mantendo quatro anos consecutivos de expansão acima de 6%.

Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior rendimento médio do trabalho (R$ 4.133), seguido pelas regiões Sul (R$ 4.026) e Sudeste (R$ 3.958). Norte e Nordeste continuam com os menores valores médios, apesar do crescimento recente.

Programas sociais e desigualdade

Os dados também mostram diferenças significativas entre os grupos de renda. Nos domicílios que recebem o Bolsa Família, o rendimento domiciliar per capita foi de R$ 774, menos de 30% do observado entre famílias que não recebem o benefício.

A desigualdade permanece elevada. Em 2025, os 10% mais ricos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% dos com menores rendimentos. Esse grupo concentrou 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares do país.

Embora os indicadores mostrem recuperação da renda após os impactos econômicos da pandemia, o IBGE destaca que persistem diferenças regionais e sociais importantes na distribuição dos ganhos no Brasil.

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