Israel aprova abertura de nova passagem para aumento de ajuda humanitária em Gaza
Decisão foi tomada em meio a pressão dos Estados Unidos após o ataque que matou voluntários na região
C
Camila Stucaluc
O gabinete de segurança de Israel aprovou, na noite de quinta-feira (4), a abertura da passagem Erez, que conecta o país ao norte da Faixa de Gaza, para ampliar a rota de ajuda humanitária na região. Além da passagem, que havia sido destruída no ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, o gabinete aprovou o uso do porto israelense de Ashdod, que será responsável por aumentar a entrada e envio dos itens aos palestinos.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
"Israel permitirá a entrega temporária de ajuda humanitária através de Ashdod e do posto de controle de Erez. Este aumento da ajuda evitará uma crise humanitária e é necessário para garantir a continuação dos combates e alcançar os objetivos da guerra", disse o gabinete, informando que também foi permitida a entrada de ajuda jordaniana por meio da passagem fronteiriça Kerem Shalom, localizada no sul de Israel.
O anúncio foi feito poucas horas após o presidente dos Estados Unidos e principal aliado de Israel, Joe Biden, ameaçar deixar de apoiar o país na guerra. Em telefonema com o premiê Benjamin Netanyahu, o líder disse que a política de Washington em relação à Gaza “seria determinada pelas ações de Israel para garantir a proteção de civis”, enfatizando que a atual situação no enclave, que sofre com uma grave crise humanitária, é inaceitável.
Em comunicado, o governo norte-americano comemorou a decisão. “Saudamos as medidas anunciadas pelo governo israelita, a pedido do presidente. Elas devem agora ser implementadas completa e rapidamente. Estamos preparados para trabalhar em plena coordenação com os governos de Israel, da Jordânia e do Egipto, a ONU e organizações humanitárias para garantir que estes importantes passos sejam implementados e resultem num aumento significativo da assistência humanitária”, diz o texto.
A mudança de tom dos Estados Unidos em relação à guerra acontece desde março, devido à ameaça de Israel em invadir Rafah – último refúgio de 1,5 milhão de palestinos. Nesta semana, Washington voltou a pressionar Netanyahu pela proteção de civis, sobretudo depois que sete funcionários humanitários da World Central Kitchen foram mortos por um ataque israelense enquanto levavam alimento para o norte de Gaza.
O incidente provocou uma grande repercussão internacional, fazendo com que outras organizações humanitárias deixassem de atuar em Gaza – aumentando a crise na região. Líderes mundiais, assim como a própria World Central Kitchen, publicaram comunicados exigindo uma investigação independente sobre o ataque, uma vez que os bombardeios tiveram como alvos três veículos da organização, que estavam identificados.
Israel aprova abertura de nova passagem para aumento de ajuda humanitária em GazaDecisão foi tomada em meio a pressão dos Estados Unidos após o ataque que matou voluntários na regiãoMundo2024-04-05T05:33:19.019ZO gabinete de segurança de Israel aprovou, na noite de quinta-feira (4), a abertura da passagem Erez, que conecta o país ao norte da Faixa de Gaza, para ampliar a rota de ajuda humanitária na região. Além da passagem, que havia sido destruída no em 7 de outubro de 2023, o gabinete aprovou o uso do porto israelense de Ashdod, que será responsável por aumentar a entrada e envio dos itens aos palestinos. "Israel permitirá a entrega temporária de ajuda humanitária através de Ashdod e do posto de controle de Erez. Este aumento da ajuda evitará uma crise humanitária e é necessário para garantir a continuação dos combates e alcançar os objetivos da guerra", disse o gabinete, informando que também foi permitida a entrada de ajuda jordaniana por meio da passagem fronteiriça Kerem Shalom, localizada no sul de Israel. O anúncio foi feito poucas horas após o presidente dos Estados Unidos e principal aliado de Israel, Joe Biden, ameaçar deixar de apoiar o país na guerra. Em telefonema com o premiê Benjamin Netanyahu, o líder disse que a política de Washington em relação à Gaza “seria determinada pelas ações de Israel para garantir a proteção de civis”, enfatizando que a atual situação no enclave, que sofre com uma grave crise humanitária, é inaceitável. Em comunicado, o governo norte-americano comemorou a decisão. “Saudamos as medidas anunciadas pelo governo israelita, a pedido do presidente. Elas devem agora ser implementadas completa e rapidamente. Estamos preparados para trabalhar em plena coordenação com os governos de Israel, da Jordânia e do Egipto, a ONU e organizações humanitárias para garantir que estes importantes passos sejam implementados e resultem num aumento significativo da assistência humanitária”, diz o texto. A mudança de tom dos Estados Unidos em relação à guerra acontece desde março, devido à – último refúgio de 1,5 milhão de palestinos. Nesta semana, Washington voltou a pressionar Netanyahu pela proteção de civis, sobretudo depois que por um ataque israelense enquanto levavam alimento para o norte de Gaza. O incidente provocou uma grande repercussão internacional, fazendo com que outras organizações humanitárias – aumentando a crise na região. Líderes mundiais, assim como a própria World Central Kitchen, publicaram comunicados , uma vez que os bombardeios tiveram como alvos três veículos da organização, que estavam identificados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/israel-aprova-abertura-de-nova-passagem-para-aumento-de-ajuda-humanitaria-em-gaza