Polícia

Justiça autoriza exumação do corpo de policial morta com tiro na cabeça em apartamento em SP

Família da soldado Gisele Alves Santana pede que caso seja investigado como feminicídio; marido, um tenente-coronel da PM, disse que ela se suicidou

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A Justiça de São Paulo autorizou, nesta sexta-feira (6), a exumação da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central de São Paulo. A informação foi confirmada ao SBT News pela defesa da família da soldado.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou, em nota, que não vai divulgar detalhes do caso, que agora está sob segredo de justiça.

"Esse processo tramita sob segredo de justiça, portanto as informações e documentos nos autos são de acesso restrito às partes envolvidas e advogados constituídos. Não temos informações disponíveis", diz o TJSP.

A exumação será feita pelo Instituto Médico Legal (IML) e, após isso, os resultados dos exames periciais serão encaminhados para o 8º Distrito Policial, que investiga o caso como "morte suspeita". Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas os investigadores passaram a apurar a possibilidade de homicídio após a coleta de depoimentos.

Em entrevista exclusiva ao SBT Brasil, a mãe da policial disse que não acredita na versão apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Neto, de que Gisele teria tirado a própria vida. Marinalva Santana pede que o caso seja investigado como feminicídio.

A Polícia Civil e o Ministério Público pediram a exumação porque ainda há dúvidas sobre as circunstâncias da morte. Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro.

De acordo com Geraldo, ele estava no banho quando a policial teria atirado contra a própria cabeça. Ele afirmou à polícia que, após uma discussão, entrou no banheiro e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho. Ao sair, ele encontrou a mulher ferida.

A bala que atingiu a policial saiu da arma do tenente-coronel, conforme as investigações. Família e amigos da vítima dizem que Geraldo Neto era uma pessoa violenta e ciumenta. Disseram ainda que a relação entre os dois era conturbada e que Gisele pensava em se separar.

Os dois estavam casados há dois anos.

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