Autoridades querem fechar ponte após queda de jovem
União e prefeituras concordam com ações para impedir acesso ao local após morte de jovem em rope jump


Ponte do Esqueleto | Reprodução Drone VG Audiovisual
Após troca de acusações e críticas públicas, representantes do governo federal e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis se reuniram nesta segunda-feira (15) e concordaram em reforçar as ações para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os dois municípios do interior paulista. A medida ocorre após a morte de uma jovem de 21 anos durante a prática de rope jump no local.
Segundo nota divulgada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao governo federal, a intenção é atuar em conjunto com as administrações municipais para inibir a entrada de pessoas na estrutura até que seja definida uma solução definitiva para o patrimônio.
Durante os encontros, a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, reiterou que o acesso à ponte pelo município já permanece bloqueado há anos e voltou a defender a demolição da estrutura. Prefeitura e SPU combinaram que o governo local reforçará as medidas de contenção existentes.
Já o prefeito de Limeira, Murilo Félix, também manifestou apoio à demolição e se comprometeu a reabrir uma vala que havia sido criada para dificultar o acesso ao local e que posteriormente foi fechada sem conhecimento da administração municipal.
A SPU informou que instalará placas de advertência informando que a ponte é propriedade da União e que a entrada no local é proibida. O órgão também pretende implantar barreiras físicas para restringir o acesso.
Em nota, a secretaria destacou que a incorporação da ponte ao patrimônio da União foi concluída em 2026. O órgão também informou que continuará discutindo com os governos municipais alternativas para o futuro da estrutura, incluindo uma eventual remoção.
O caso ganhou repercussão após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi lançada sem cordas durante um salto de rope jump. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação das autoridades.
Troca de acusações
Antes do anúncio das medidas, a Ponte do Esqueleto se tornou alvo de uma disputa de responsabilidades entre a Prefeitura de Limeira e o governo federal.
A administração municipal afirmou que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso da estrutura é da União e chegou a anunciar que estudava medidas judiciais contra o governo federal por suposta omissão. Segundo a prefeitura, pedidos de providências teriam sido encaminhados aos órgãos federais desde 2025.
Em resposta, a SPU declarou que nunca autorizou atividades esportivas na ponte e afirmou que, desde 2024, vinha solicitando apoio das prefeituras da região para restringir o acesso ao local. O órgão também alegou que o bloqueio já havia sido adotado anteriormente, mas que discussões posteriores contribuíram para a reabertura do acesso.















