Ponte onde jovem morreu está abandonada, diz vereadora
Bruna Magalhães (PRTB) cobra o governo federal por medidas na Ponte do Esqueleto, em Limeira, onde jovem de 21 anos morreu após salto de rope jump

A Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, onde uma jovem de 21 anos, de 21 anos, morreu após um salto de rope jump no sábado (13), estaria abandonada há anos e sem fiscalização. A informação é da vereadora Bruna Magalhães (PRTB), em entrevista ao SBT News.
Segundo ela, o local já teve pelo menos 10 acidentes nos últimos anos, incluindo casos graves com pessoas que praticavam esportes radicais e também registros de suicídio. A ponte não tem passagem de veículos, liga duas áreas privadas e acabou sendo usada por pessoas para atividades de risco.
A vereadora afirma que a situação se arrasta há anos e que, nos últimos 11 meses, passou a ter um retorno mais concreto do governo federal, responsável pela estrutura. Nesse período, segundo ela, foram enviados ofícios e e-mails em busca de uma solução. “A gente pede uma solução: ou termina a obra ou derruba. Do jeito que está, as pessoas continuam se machucando e morrendo”, afirmou.
Em 2024, segundo a parlamentar, o município chegou a interditar o acesso ao local, com a abertura de um buraco para impedir a passagem. “Mas a pressão das empresas, entre aspas, que visitavam o local, somada à falta de documentação sobre como proceder, acabou levando ao fechamento do buraco. Depois disso, o acesso à ponte voltou. Então, a minha luta foi: já que a ponte está abandonada, fui atrás de quem é o dono para conversar sobre a situação. Eu quero documentar o que está acontecendo”, disse.
Segundo ela, a falta de definição clara sobre responsabilidades acabou dificultando a manutenção da interdição.
Nas últimas semanas, a vereadora afirma que houve avanço nas conversas com o governo federal, que teria sinalizado a possibilidade de transferir a estrutura ao município. A prefeitura, no entanto, diz que não tem condições de assumir a obra.
O SBT News entrou em contato com o Governo Federal para ouvir a posição. O espaço segue aberto.
O que diz a Prefeitura
De acordo com a prefeitura de Limeira, existem barreiras e placas alertando a população sobre os riscos na ponte. A nota também "ressalta que a ponte está localizada em área particular, portanto, as pessoas que praticam a atividade estão invadindo o espaço."
Também informou que vai acionar o Governo Federal na Justiça por omissão em relação à Ponte do Esqueleto. Segundo a administração municipal, desde o início de 2025 são feitas cobranças e medidas administrativas junto aos órgãos federais responsáveis pela área.
Em nota, o prefeito Murilo Félix afirmou que a falta de medidas de segurança em uma área federal “não pode mais continuar” e disse que o município seguirá cobrando providências. Ele também atribui à omissão a repetição de ocorrências no local.
Entenda o caso
A educadora física Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morreu no sábado (13) durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto.
Segundo a Polícia Militar, a atividade era realizada por uma empresa privada quando houve uma falha na fixação dos equipamentos de segurança. A corda que deveria prender a vítima não foi fixada ao corpo.
Ela participava do salto acompanhada de instrutores. O Samu foi acionado e confirmou a morte no local.
Após o acidente, seis pessoas foram levadas à delegacia. Três seguem presas por suspeita de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte.














