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"Basta de fantasias sobre anexação", diz premiê da Groenlândia após comentários de Trump

Presidente dos EUA voltou a falar sobre território depois que forças especiais norte-americanas capturaram mandatário da Venezuela

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Soldados dinamarqueses durante exercícios militares em Kangerlussuaq, na Groenlândia | 17/09/2025/Reuters/Guglielmo Mangiapane

O líder da Groenlândia declarou "basta", e os aliados da Dinamarca na Europa afirmaram que o futuro da ilha ártica deve ser determinado por seu povo, rejeitando os novos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aquisição do vasto território.

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Trump falou um dia depois que as forças especiais dos EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em um ataque impressionante, com Trump declarando que Washington pretende supervisionar a governança do país latino-americano rico em petróleo. A operação dos EUA reacendeu as preocupações na Dinamarca de que a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, poderia enfrentar um cenário semelhante.

Trump tem dito repetidamente que quer assumir o controle da Groenlândia, uma ambição expressa pela primeira vez em 2019, durante seu primeiro mandato. No domingo, ele disse à revista The Atlantic em uma entrevista: "Nós precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa".

Falando a repórteres a bordo do avião presidencial Força Aérea Um no início desta segunda (5), Trump disse que voltaria a abordar o assunto em algumas semanas.

"Ameaças, pressão e conversas sobre anexação não têm lugar entre amigos", disse o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, no Facebook, na noite desse domingo (4). "Basta... Chega de fantasias sobre anexação."

Em 21 de dezembro, Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial à Groenlândia. Landry expressou publicamente seu apoio à incorporação da Groenlândia aos EUA.

A localização estratégica da Groenlândia, entre a Europa e a América do Norte, faz dela um local crítico no sistema de defesa dos EUA contra mísseis balísticos. Os importantes recursos minerais da ilha também se alinham com a ambição de Washington de reduzir a dependência das exportações chinesas.

O apoio à Dinamarca e à Groenlândia veio rapidamente dos líderes nórdicos e bálticos após os últimos comentários de Trump.

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, postou no X no final do domingo: "Ninguém decide pela Groenlândia e pela Dinamarca a não ser a própria Groenlândia e a Dinamarca. Nosso amigo nórdico Dinamarca e @Statsmin têm nosso total apoio".

A França também expressou solidariedade, dizendo que a Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse em junho passado, durante uma visita à capital da Groenlândia, Nuuk, que a ilha estava ameaçada pela "ambição predatória".

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse no domingo que os comentários dos EUA sobre a necessidade de assumir o controle da Groenlândia não faziam "absolutamente nenhum sentido".

(Reportagem de Jacob Gronholt-Pedersen; reportagem adicional de Anna Ringstrom, em Estocolmo, e Nerijus Adomaitis, em Oslo)

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