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Ataque dos EUA contra Venezuela divide norte-americanos, diz pesquisa

Maioria teme envolvimento maior do país em Caracas, sobretudo em ações que coloquem a vida de militares em risco

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Camila Stucaluc
07/01/2026, 04:47 • Atualizado em 07/01/2026, 04:47
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ditador venezuelano Nicolás Maduro | Reprodução

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ditador venezuelano Nicolás Maduro | Reprodução

O ataque dos Estados Unidos que levou à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro está dividindo opiniões entre os norte-americanos. É o que mostra uma pesquisa da Reuters/Ipsos, que aponta que 33% da população aprova a operação militar, enquanto 34% desaprovam. Outros 32% não têm certeza.

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O levantamento foi realizado entre 4 e 5 de janeiro, um dia após o ataque, com 1.248 pessoas. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Segundo os dados, a divisão é maior quando catalogada por partidos. Entre os republicanos, sigla do presidente Donald Trump, 65% apoiam a operação militar na Venezuela. Já entre os democratas, de oposição ao governo, a aprovação cai para 11%. Entre os eleitores independentes, o índice é de 23%.

Questionados sobre a posição de Trump de governar a Venezuela até a formação de um novo governo, 44% disseram se opor à possibilidade, enquanto 34% apoiam e 20% não sabem. A preocupação aumenta em relação a um possível envolvimento maior de Washington no país, sobretudo devido ao risco que a ação pode representar para os militares (74%), bem como para custos financeiros (69%).

Ataque e captura de Maduro

Nicolás Maduro foi capturado na madrugada do último sábado (3), junto da esposa, Cilia Flores, após os Estados Unidos lançarem uma série de ataques contra o país. Eles foram levados por um helicóptero até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha norte-americana que estavam posicionados no mar do Caribe, de onde seguiram para Nova York.

A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.

Na segunda-feira (5), Maduro foi apresentado à Justiça. Ele foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos — crimes dos quais se declarou inocente.

Outras cinco pessoas foram indiciadas no mesmo processo, incluindo Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como ‘Nicolasito’, filho único do casal. A lista também conta com o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín, da mesma pasta, e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero".

Na terça-feira (6), o governo norte-americano recuou da acusação de que Maduro lideraria uma organização criminosa chamada 'Cartel de los Soles' e passou a reconhecer que o termo não se refere a um cartel real. No lugar disso, a administração afirmou que a expressão descreve um "sistema de patronagem" e uma "cultura de corrupção" dentro do Estado venezuelano, alimentada por recursos do narcotráfico.

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