Polícia

Adolescente é sequestrada após gesto em foto ligado a facção no RS

Polícia prendeu quatro suspeitos no RS; gesto em rede social teria sido interpretado como provocação entre grupos criminosos

Uma adolescente de 15 anos foi sequestrada e mantida em cárcere privado após publicar uma foto em rede social fazendo um gesto com as mãos associado a uma facção criminosa rival. O caso ocorreu no Rio Grande do Sul, e quatro suspeitos foram presos pela Polícia Civil.

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Segundo a polícia, o gesto feito pela jovem em uma foto foi interpretado por criminosos como uma demonstração de apoio a um grupo rival que disputa o controle do tráfico na região.

As facções utilizam símbolos e sinais com as mãos para marcar territórios, intimidar rivais e demonstrar poder, especialmente nas redes sociais.

A adolescente foi mantida em cárcere privado e sofreu agressões. Após o crime, ela foi socorrida e passou por cirurgia. O estado de saúde não foi detalhado pelas autoridades.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Quatro homens, com idades entre 30 e 45 anos, foram identificados e presos durante a investigação. Eles são suspeitos de participação direta no sequestro e nas agressões.

A polícia apura se há outros envolvidos no crime.

Gestos podem representar risco

Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), os gestos são usados como forma de comunicação entre criminosos.

“Essas simbologias são usadas para identificação e propaganda e acabam sendo difundidas nas redes sociais, muitas vezes replicadas por pessoas que desconhecem o significado”, explicou.

Um estudo do Observatório de Segurança identificou duas principais alianças criminosas que utilizam esses sinais:

  • “Tudo Dois”, ligada ao Comando Vermelho;
  • “Tudo Três”, associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Jovens são os mais vulneráveis, dizem especialistas

Segundo especialistas em segurança, jovens são os mais expostos a esse tipo de risco, principalmente devido à popularização de símbolos nas redes sociais.

O advogado e consultor em segurança Alberto Kopittke afirma que essas práticas são usadas para intimidar comunidades e influenciar adolescentes.

A polícia reforça a importância da conscientização sobre os riscos e orienta que qualquer ameaça ou crime seja denunciado às autoridades.

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