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Petro rebate Trump após acusação de narcotráfico: "cérebro senil"

Presidente da Colômbia negou vínculo com narcotráfico e criticou os EUA após falas do republicano

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Trump x Petro: presidente colombiano Gustavo Petro, acusado por Trump de ser “um cara mau” e “líder do tráfico de drogas” - Reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu nesta terça-feira (6) às declarações de Donald Trump, que o acusou de ter ligação com o tráfico de drogas.

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Pelo X (antigo Twitter), o líder colombiano e classificou as acusações são um “reflexo de um cérebro senil”.

“A acusação de Trump reflete sua mente senil. Ele vê os verdadeiros libertários como narcoterroristas porque não lhe damos nosso carvão ou petróleo.”

No domingo (4), Trump afirmou a jornalistas que a Colômbia está “doente” e que o país “gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”. Ele também disse que uma “Operação Colômbia parece uma boa ideia”, ao ser questionado sobre possível ação militar no país.

Em nota oficial, a Colômbia repudiou as declarações e reforçou que é um Estado democrático e soberano, que respeita o direito internacional. O governo afirmou que divergências entre países devem ser tratadas pela diplomacia, sem ameaças ou intervenção militar.

“A Colômbia é um Estado democrático e soberano que respeita plenamente o direito internacional e conduz sua política externa de forma autônoma, responsável e de acordo com seus interesses nacionais. Esses princípios não estão sujeitos a condições externas nem admitem interpretações que minem a soberania e a independência política do Estado colombiano”, escreveu o governo. “Diferenças entre os Estados devem ser enfrentadas por canais diplomáticos”, frisou.

Petro também falou sobre a Venezuela

O presidente colombiano voltou a negar a existência do chamado “Cartel dos Sóis”, associado por opositores a um suposto grupo ligado ao narcotráfico.

Petro disse ainda que a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro foi uma ação dos EUA para “se apoderarem do petróleo da Venezuela”, seguindo, segundo ele, a Doutrina Monroe, que guiaria políticas intervencionistas na região.

“Como eu disse, não há nenhuma evidência de um ‘Cartel dos Sóis’ no tráfico de drogas. Isso indica que eles sequestraram Maduro para se apoderarem do petróleo da Venezuela, seguindo a Doutrina Monroe, à qual o megagrupo oligárquico de fabricantes de mísseis e inteligência artificial é leal.”

Críticas a Elon Musk e ao capitalismo

Em outra parte da postagem, Petro também criticou a combinação entre petróleo e inteligência artificial, associando o modelo econômico americano a riscos ambientais e à ganância:

“A combinação de inteligência artificial com petróleo é o fim da vida no planeta. A irracionalidade do capitalismo, movida pela ganância, está levando a humanidade à extinção.”

O caso segue repercutindo no cenário internacional, com debate sobre combate ao narcotráfico, energia e soberania na América Latina.

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