Militares venezuelanos retomam revistas na fronteira com Brasil
Operação havia sido suspensa desde o fim de semana e voltou a ser realizada na fronteira em Pacaraima (RR)
Fabio Diamante
Militares venezuelanos retomaram nesta terça-feira (6) as revistas em quem entra no país pela fronteira com o Brasil. O trabalho é de rotina, mas estava suspenso desde o fim de semana, após a queda do ditador Nicolás Maduro.
No terceiro dia depois da captura de Nicolás Maduro pelos norte-americanos, a rotina na fronteira da Venezuela com o Brasil segue sem mudanças.
Se a imagem dos últimos dias já dava a impressão de que não houve reflexos na região, os números divulgados pela Polícia Federal comprovam isso. Entre domingo e segunda-feira, depois da queda do ditador, 269 venezuelanos cruzaram a fronteira por Pacaraima, no norte do estado de Roraima. A média diária do mês de dezembro do ano passado foi de 280 venezuelanos.
Uma mudança que pôde ser vista a partir desta terça-feira foi a retomada das inspeções feitas pelos militares venezuelanos. Eles passaram o dia revistando tanto as pessoas que entram no Brasil quanto brasileiros ou venezuelanos que atravessam para o lado venezuelano. Desde a prisão de Nicolás Maduro, na madrugada do último sábado, esse tipo de operação estava suspenso.
Do lado brasileiro, o Exército Brasileiro continua com a operação diária de parada e revista de carros que entram e saem do país.
Para medir a situação do lado vizinho, os militares perguntam o motivo da travessia. As respostas, segundo os agentes, são sempre que não há ligação com a queda de Maduro. Atualmente, 129 militares do Exército fazem a segurança na área da fronteira.









