Direita polonesa mira brasileiras por foto com broche do PT
Eurodeputado da extrema direita postou em suas redes a foto e pediu informações sobre as mulheres; usuários citam que apologia a comunismo é crime

Imagem compartilhada pelo eurodeputado Dominik Tarczyński Reprodução
O eurodeputado de extrema direita Dominik Tarcyński postou uma foto de duas brasileiras eleitoras de Lula (PT) em Varsóvia, na Polônia, solicitando informações sobre elas e indicando que deve acionar autoridades de segurança contra as mulheres.
O motivo seria que as duas fazem o gesto do L com as mãos e uma delas usa um broche com o logo do PT. Elas estão em frente ao consulado brasileiro e a imagem indica ser deste domingo (4), dia das eleições brasileiras.
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A legislação da Polônia proíbe adereços que possam fazer apologia a regimes totalitários, como nazismo e comunismo.
O broche em questão é uma estrela vermelha, com a inscrição PT. Embora guarde semelhança com o símbolo da ex-União Soviética, as inscrições na estrela deixam claro que se trata do partido brasileiro.
"Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, entre em contato por DM [mensagem direta]. URGENTE", escreveu o eurodeputado.
O parlamentar foi procurado pelo SBT News pela mesma rede social, mas não retornou até a publicação desse texto.
O espaço segue aberto.
A postagem já recebeu mais de 1,8 mil comentários, com vários usuários pedindo a deportação das duas. Vários brasileiros começaram a enviar links do que seriam as redes sociais das duas mulheres. Essas redes foram fechadas, e algumas, apagadas.
Antes de serem apagadas, usuários fizeram printscreen e passaram a repassar as fotos das páginas, com comentários como "bem-vindas ao Brasil", sinalizando uma futura deportação. A reportagem não vai identificá-las.
Uma brasileira, que se declara nas redes como cidadã americana e brasileira e conservadora, prometeu ajudar a investigar quem seriam as mulheres. Questionada pelo SBT News em suas redes, ela respondeu que iria ajudar a identificar as brasileiras porque na Polônia é proibido apoiar o comunismo.
Ela acrescentou, em tom de ameaça, que suas redes sociais são monitoradas pelo governo americano. "Não queira me intimidar. Não tenho medo de vocês (imprensa)", escreveu na sua resposta.























