Mundo

Direita polonesa mira brasileiras por foto com broche do PT

Eurodeputado da extrema direita postou em suas redes a foto e pediu informações sobre as mulheres; usuários citam que apologia a comunismo é crime

Avatar de Renato Machado
Renato Machado
Imagem compartilhada pelo eurodeputado Dominik Tarczyński    Reprodução

Imagem compartilhada pelo eurodeputado Dominik Tarczyński Reprodução

O eurodeputado de extrema direita Dominik Tarcyński postou uma foto de duas brasileiras eleitoras de Lula (PT) em Varsóvia, na Polônia, solicitando informações sobre elas e indicando que deve acionar autoridades de segurança contra as mulheres.

O motivo seria que as duas fazem o gesto do L com as mãos e uma delas usa um broche com o logo do PT. Elas estão em frente ao consulado brasileiro e a imagem indica ser deste domingo (4), dia das eleições brasileiras.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

A legislação da Polônia proíbe adereços que possam fazer apologia a regimes totalitários, como nazismo e comunismo.

O broche em questão é uma estrela vermelha, com a inscrição PT. Embora guarde semelhança com o símbolo da ex-União Soviética, as inscrições na estrela deixam claro que se trata do partido brasileiro.

"Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, entre em contato por DM [mensagem direta]. URGENTE", escreveu o eurodeputado.

O parlamentar foi procurado pelo SBT News pela mesma rede social, mas não retornou até a publicação desse texto.

O espaço segue aberto.

A postagem já recebeu mais de 1,8 mil comentários, com vários usuários pedindo a deportação das duas. Vários brasileiros começaram a enviar links do que seriam as redes sociais das duas mulheres. Essas redes foram fechadas, e algumas, apagadas.

Antes de serem apagadas, usuários fizeram printscreen e passaram a repassar as fotos das páginas, com comentários como "bem-vindas ao Brasil", sinalizando uma futura deportação. A reportagem não vai identificá-las.

Uma brasileira, que se declara nas redes como cidadã americana e brasileira e conservadora, prometeu ajudar a investigar quem seriam as mulheres. Questionada pelo SBT News em suas redes, ela respondeu que iria ajudar a identificar as brasileiras porque na Polônia é proibido apoiar o comunismo.

Ela acrescentou, em tom de ameaça, que suas redes sociais são monitoradas pelo governo americano. "Não queira me intimidar. Não tenho medo de vocês (imprensa)", escreveu na sua resposta.

Mais da Coluna do Renato

Últimas notícias de Mundo