Política

Com São João, PEC 6x1 completa 1 mês na gaveta de Alcolumbre

Proposta chegou às mãos de senador, rompido com Lula, em 28 de maio e pode ficar para votação apenas após as eleições

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Ranier Bragon
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6 por 1 está para completar um mês na gaveta de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que até agora não autorizou o início da sua tramitação nem indicou relator.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e chegou ao Senado no dia seguinte.

Rompido desde o final de abril com Lula, Alcolumbre tem demonstrado publicamente alinhamento, nesse caso, com o setor empresarial e a oposição, que são contra o fim da escala 6 por 1.

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Desde que recebeu a PEC, o senador não anunciou se levará o tema direto ao plenário, se enviará para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes ou para outra comissão.

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), disse nessa sexta-feira (19) ao SBT News que Alcolumbre ainda não deu a ele nenhuma sinalização sobre que decisão irá tomar.

A próxima semana será recheada das festividades juninas, o que tradicionalmente esvazia o Congresso.

Dessa forma, não haverá votações na Câmara e no Senado, ou seja, haverá um feriadão de São João de uma semana.

Com isso, eventual início da tramitação da PEC só começaria no início de julho, caso Alcolumbre decida até lá desengavetar a medida.

O Congresso entra em recesso na segunda quinzena de julho e volta em agosto já em ritmo pré-eleitoral, também em escala de esvaziamento.

Na manifestação pública que deu sobre a PEC 6 por 1, logo após a aprovação na Câmara, Alcolumbre disse que não ia pautar o tema por pressão de redes sociais e indicou que a PEC pode ficar para ser analisada somente após as eleições.

O fim da escala 6 por 1 é uma das principais bandeiras eleitorais de Lula. Aliados têm defendido que o presidente receba Alcolumbre e restabeleça as pontes com o presidente do Senado, mas o petista tem demonstrado contrariedade e resistido a isso até agora.

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