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Oposição aciona PGR por fala de Lula sobre toque em mulheres

Presidente fez comparação entre exames de próstata e procedimentos ginecológicos durante evento em Belém (PA)

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Leandro Magalhães
Lula (PT) durante evento de campanha em Belém (PA) | Divulgação/Ricardo Stuckert

Lula (PT) durante evento de campanha em Belém (PA) | Divulgação/Ricardo Stuckert

Os deputados federais Sanderson (PL-RS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zucco (PL-RS) apresentaram, nesta terça-feira (29), representação criminal à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma fala sobre o exame de toque em mulheres.

O documento solicita a apuração de possível prática do crime de apologia de fato criminoso, previsto no artigo 287 do Código Penal, após Lula comparar a resistência masculina aos exames de próstata com procedimentos ginecológicos femininos em um evento de campanha em Belém, no Pará.

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Na ocasião, Lula fez uma comparação entre a saúde do homem e da mulher.

"O homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta, ele não gosta de toque. Sabe, as mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não. Ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele", discursou.

Para os parlamentares, a declaração exige esclarecimentos e análise rigorosa das autoridades, especialmente por envolver a infância e a necessidade de proteção de crianças e adolescentes contra qualquer forma de violência ou abuso sexual, além de exigir a verificação sobre eventual legitimação ou enaltecimento de práticas criminosas contra crianças.

O documento ressalta ainda que não se pretende estabelecer relação causal entre as denúncias da região e a fala do presidente, mas destaca a importância da proteção integral da infância e da prevenção à banalização de contatos íntimos abusivos.

A representação também destaca a necessidade de distinguir procedimentos médicos legítimos, realizados mediante indicação clínica e protocolos profissionais, de atos de natureza libidinosa praticados contra crianças, que podem configurar crimes contra a dignidade sexual.

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